• Por João Baptista Herkenhoff

No mês de setembro ocorrem duas datas comemorativas de grande significado – o Dia da Imprensa (dez de setembro) e o Dia Latinoamericano da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação (catorze de setembro).

O Dia da Imprensa é dia apropriado para se exaltar os profissionais da imprensa e para afirmar que a liberdade de imprensa é condição sine qua non para que um país possa ser considerado democrático.

Comecemos pela homenagem àqueles que exercem o ofício de jornalista, seja nos jornais e revistas, seja no rádio ou na televisão.

Que labuta insana! A notícia pode chegar de surpresa durante a noite. A notícia não pergunta ao jornalista se ele está disposto ou indisposto. É certo que existe plantão nos veículos de comunicação. Mas mesmo havendo plantão, determinado tema está por conta de um jornalista e ele se apaixona, de tal modo, por aquele assunto, que não cede ao colega o fato fulminante que acabou de ocorrer.

Resumindo – só numa primeira abordagem, jornalista tem horário. Num exame aprofundado da realidade, horário de trabalho de jornalista é muito relativo.

Pensemos nos perigos que correm os homens e mulheres da imprensa.

Na mais recente ditadura brasileira, a vida desses profissionais estava sempre sob o tacão da insegurança. Dezenas de jornalistas foram torturados ou mortos nesse período trágico da vida brasileira.

Nas fases de vida democrática, a opinião pública não aceita violências contra os que produzem notícia e opinião na imprensa escrita, radiofônica ou televisada. A repressão torna-se difícil.

Mas, mesmo assim, não faltam titulares de cargos públicos que se consideram intocáveis. Qualquer crítica é considerada desrespeitosa ao homem do poder.

Na pequena cidade do interior, o chefe politico era o coronel. Isto não é coisa do passado. Ainda temos coronéis no Brasil contemporâneo. Consideram-se acima do bem e do mal.

Agora vamos falar da imagem da mulher nos meios de comunicação. A causa feminista tem avançado muito em nosso país. A idéia de mulher objeto, mulher a serviço do homem, tem um repúdio cada vez mais intenso, não somente das mulheres, mas da opinião pública como um todo, abrangendo os dois sexos. Assim, repercute muito mal hoje uma conduta antimulher, em qualquer veículo e na sociedade de um modo geral.

A mulher conquistou respeito através da luta.

Homens inteligentes, que não ficaram aprisionados na Idade Média, entenderam que homens e mulheres são abolutamente iguais e apoiaram a bandeira feminista.

A igualdade de mulheres e homens não foi apenas uma vitória feminista. Foi uma vitória da Civilização.

  • João Baptista Herkenhoff

Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor

Email – jbpherkenhoff@gmail.com

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