Estratégias de enfrentamento a intolerância religiosa serão debatidas em Audiência

Elias Ishy durante reunião para elaboração da audiência pública – Divulgação

Uma audiência pública com o tema “Diálogo e Pluralidades: desafios frente à intolerância religiosa” será realizada nesta quinta-feira, dia 7 de junho, às 19h na Câmara de Dourados. Por meio do Cebi (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos), a proposta foi efetivada pelo vereador Elias Ishy (PT), para pensar ações em conjunta de enfrentamento a questão.

“Essa atividade é um ponta pé inicial para combater os casos de intolerância”, afirma a coordenadora estadual do Cebi, Marisa Zimermann. Segundo ela, devem sair desdobramentos práticos e efetivos do evento. Ela explica que uma comissão organizadora escolheu o nome do palestrante por trazer a experiência de como é fazer esse enfrentamento na cidade.

Quem ministrará a palestra será o doutor em antropologia da religião, Felipe Kayodé, que é de Salvador (BA), onde foi aberto um Fórum de combate ao preconceito religioso. Ele é um jovem teólogo, pesquisador independente e experiente na área, artista interdisciplinar e psicanalista envolvido nos estudos pós-coloniais e interseccionais, como no caso da religião, espiritualidade, violência, traumas, raça e subjetividades, além de trabalhar ativamente na luta antirracista.

De acordo com o professor da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), a audiência é o canal que o gabinete do vereador abriu para que as pessoas possam levar também seus relatos. Ishy destaca que a participação social é a marca do seu mandato, buscando sempre unir teoria e prática, portanto convida a todos e a todas para participarem do ato na Casa de Leis.

O parlamentar lembra ainda que o número de denúncias no país é crescente. Só no Rio de Janeiro aumentou 56% o número de casos, com base no levantamento da Secretaria Estadual de Direitos Humanos. Lá um Fórum Itinerante visita a igrejas, templos, terreiros e todos os chamados dos que já sofreram situações de intolerância. Em Dourados, apesar de não se ter notícias sobre o assunto, é possível dizer que é ainda maior o número de silenciamentos devido à falta de informação ou divulgação.

Além do Cebi, Ishy destaca o apoio da Aduf Dourados, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e da Universidade Federal da Grande Dourados, do Ilê Axé Angola Megemulebaonã, do Instituto Cultural Malungo, do Marista, da Rede Ecumênica da Juventude (Reju), do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) e da Rede de Relações Institucionais e Saúde Mental, “À Flor da Pele”.