• Por Gilclér Regina

A 1ª revolução Industrial tem seu início na virada do século 18 para o século 19, considerada aí um dos eventos mais importantes da história da humanidade.

O principal impulsionador foi a invenção do motor a vapor, uma única máquina que era capaz de fazer o trabalho de centenas de cavalos.

Aí acontece a expansão das fábricas e as ferrovias tiveram um papel fundamental transportando grandes cargas em um único dia e levavam o excedente a mercados ainda não explorados.

Empresários e empreendedores mudaram sua mentalidade e começaram a projetar novas fábricas que logo se transformaram em indústrias.

Na segunda metade o Século 19, com a invenção e a popularização da eletricidade, acontece a 2ª Revolução Industrial e com ela os Estados Unidos deixam de ser um país eminentemente rural e produzem riquezas como petróleo, aço e viram um gigante financeiro.

Nesse contexto, após a segunda guerra mundial, o americano vai ao Japão para ajudar a reconstruir o país. Vê-se diante de uma nova cultura. E nessa simbiose, costumo dizer que o americano escreveu o livro e o japonês leu, embasado num novo pensamento organizacional adaptado a cultura nipônica.

O Japão então, absorve esse novo conhecimento e adapta a sua cultura, proporcionando o nascedouro de um novo gigante mundial com seu trabalho com foco em gerência de qualidade total e círculos de controle de qualidade dentro das fábricas

O que nós percebemos é que o que faz terminar uma era da revolução para outra, e que acaba quebrando muitos que chamo de novos pobres e nascendo outros que chamo de novos ricos, é o que alguns gigantes não perceberam, não tiveram o foco do seu negócio.

Como exemplo, as grandes ferrovias não perceberam que o seu negócio não era trens, locomotivas, ferrovias e sim transporte. Negligenciaram a emergente indústria automobilística, onde nasce o novo rico, Henry Ford com um novo conceito de transporte mais pessoal e único.

Na década de 1960 tem o nascedouro da 3ª Revolução Industrial com a invenção da Internet, impulsionada pela invenção de computadores mainframes e fortalecida por outros desenvolvimentos que iriam mudar radicalmente a sociedade dali por diante.

Nesse período acontece o aumento da capacidade de processamento de informações jamais imaginado e a um preço acessível possibilitando as empresas ter um nível de conhecimento muito abrangente, inédito, do comportamento de seus clientes. O cliente foi alçado ao palco, ele que até então, ocupava uma posição de plateia.

Mais uma vez algumas empresas não conseguiram se adaptar aos novos tempos e marcas globais como Nokia e Motorola não se deram conta do novo jeito de se conduzir no mercado, seja por estarem inebriadas em seu sucesso ou na arrogância de não fazer a leitura correta do novo contexto de mercado.

Vem agora a 4ª Revolução Industrial, a era digital, o contexto de inteligência artificial onde as máquinas aprendem. Klaus Schwab lança o livro 4ª revolução industrial no qual desenvolve a tese de que estamos vivenciando a mais impactante de todas as revoluções.

Entram temas como robótica, internet das coisas, veículos autodirigidos, impressão em 3D, nanotecnologia, novas matrizes energéticas, computador quântico e outras para se ter a ideia deste novo momento que vivemos agora.

Mais uma vez assistimos a uma ebulição no mercado, com aplicativos tipo UBER mudando a rotina da sociedade que só usava táxi. Entra em campo outros concorrentes.

Outros aplicativos entram aos montes, como Airbnb, hoje o maior hospedeiro do mundo sem ter uma cama de hotel, Netflix complicando a vida dos donos de salas de cinema ou programações de televisões, sejam canais abertos ou fechados. O novo varejo mundial atende pelos nomes de Ali Baba Group e Amazon. E a nova lista é longa e contínua com tudo mudando a cada momento.

A verdade é que não temos mais 100 anos para quebrar. Hoje, uma decisão errada, uma leitura errada e você está fora do mercado que muda também num piscar de olhos.

Prezado leitor, escrevo isso para fazermos juntos aqui a reflexão. O melhor lugar do passado é no passado. O futuro é o presente que eu quero viver os meus dias. 

Mas faço uma ressalva. Não existe melhor momento para se viver se comparado ao passado recente. O preço da ignorância hoje dá espaço para o bônus da mesma ignorância.

Sim, porque o futuro recente irá testemunhar quem fará a leitura correta do novo mundo, do novo mercado, construindo projetos transformadores.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

  • Gilclér Regina

P A L E S T R A S: www.gilclerregina.com.br