
Como parte das atividades da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), a Orquestra de Câmara do Pantanal e a Cia de Dança do Pantanal apresentam, nesta sexta-feira (27), às 19h, no Teatro Aracy Balabanian, em Campo Grande (MS), o espetáculo “Guadakan”, que reúne música e dança em uma experiência artística inspirada na biodiversidade e na força cultural do Pantanal. A entrada é gratuita.
Antes da apresentação, a Orquestra de Câmara do Pantanal também reproduz ao vivo o Concerto Regional, em uma sinfonia composta por 20 músicos de Corumbá e da Capital.
Posteriormente o público assiste a uma versão reduzida do espetáculo “Guadakan”, com duração aproximada de 20 minutos. A montagem foi adaptada para uma apresentação mais compacta, com seis bailarinos e três músicos em cena, mantendo a essência artística da obra em uma formação mais enxuta.
A versão apresentada em Campo Grande foi selecionada para compor a programação artística da Teia Cultural Nacional, que será realizada em maio, em Aracruz (ES). A participação representa o Mato Grosso do Sul no encontro, que reúne Pontos e Pontões de Cultura de todo o país.
Sobre Guadakan
O espetáculo propõe uma reflexão sobre a relação entre arte, natureza e território. Inspirado nos ciclos da vida e na importância das espécies que migram pelo bioma, o espetáculo surge como uma manifestação de respeito à biodiversidade e à preservação ambiental.
Em “Guadakan”, música e movimento se entrelaçam para traduzir o Pantanal como um território vivo, marcado pela diversidade cultural, pela ancestralidade e pelas conexões que atravessam a fronteira entre Brasil e Bolívia. A obra convida o público a uma experiência sensorial que provoca reflexão sobre o papel de cada indivíduo na conservação desse ecossistema.
O espetáculo se posiciona como um encontro entre arte e consciência, reforçando a importância de reconhecer e valorizar os saberes e as práticas de quem vive e preserva o Pantanal no dia a dia. De acordo com Márcia Rolon, diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, o espetáculo dialoga diretamente com os debates globais sobre meio ambiente e sustentabilidade.
“Quando levamos o Pantanal para o palco, estamos falando de um território que sente, todos os dias, os impactos das mudanças climáticas. A arte tem o poder de sensibilizar, de provocar reflexão e de reconectar as pessoas com a natureza. Estar em sintonia com esse debate, que também mobiliza a COP, é afirmar que cultura e meio ambiente caminham juntos”, destaca.
Com direção artística de Márcia Rolon, coreografia de Chico Neller e regência de Kaliza Alves, o espetáculo reúne artistas e jovens em formação em uma criação coletiva que evidencia a potência cultural da região Centro-Oeste.
A ação integra o trabalho do Pontão de Cultura Moinho Cultural Unindo Pontos, iniciativa reconhecida pelo Plano Nacional de Cultura Viva (PNCV), que atua na articulação e fortalecimento de redes culturais em Mato Grosso do Sul, tendo a arte como ferramenta de transformação social na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, com investimentos do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com investimentos do Governo Federal, patrocínio do Instituto Cultural Vale, J. Macêdo, BTG Pactual e Too Seguros; apoio cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul; parcerias institucionais da Prefeitura de Corumbá, Prefeitura de Ladário, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), IFMS – Campus Corumbá, CPAN/UFMS e Acaia Pantanal; e realização do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Serviço
Concerto Regional & Guadakan
Data: 27 de março
Horário: 19h
Local: Teatro Aracy Balabanian – Campo Grande (MS)
Entrada: Gratuita.




















