Sistema Grid-Tie

  • Por Rosa Floriano
Placas fotovoltaicas – Divulgação

Considerando-se o imenso potencial e as condições do nosso país, estamos atrasados no quesito utilização da energia solar. Em números gerais temos 82 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica no país das quais um pouco menos de 30 mil ou seja 0,04% podem gerar energia solar fotovoltaica. Numa estimativa do governo federal para 2026 cerca de 770 mil consumidores poderão ter adotado os sistemas fotovoltaicos resultando em torno de 3,3 Gigawatts, algo em torno de 0,6% do consumo nacional de energia. No Mato Grosso do Sul a geração de energia solar por intermédio de placas fotovoltaicas se tornou realidade. A quantia de sistema instalados cresceu girando a casa dos 168% e até este mês, desde janeiro de 2018, somamos 208 unidades e com expectativas crescentes. O mais comum é instalar o sistema no telhado das edificações porque vai ocupar uma área que provavelmente não teria outra destinação além da redução dos sombreamentos. Quando se instala no telhado temos a vantagem de poder utilizar a instalação elétrica existente como interface entre o gerador solar e a rede da Energisa.

Este tema foi levantado esta semana, na sede do CREA/MS durante o primeiro seminário de Energia Solar com o tema “Desafios e Inovaçôes para Sustentabilidade” aonde me fiz presente para acompanhar os esclarecimento sobre o financiamento de energia solar na visão do setor de energia elétrica por meio do Concen/MS. Pude acompanhar a elucidante palestra do titular da Secretaria de meio ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que pontuou em sua fala sobre os destaques neste recente triênio da ação do Governo do Estado no que tange a ampliação da utilização da energia solar por placas fotovoltaicas, com vistas inclusive a melhoria do entendimento nos quesitos necessários para avançar ainda mais neste setor para a parcela da população que ainda vê com reservas este viés. Este pensamento era comungado pelo atual Deputado Enelvo Felini quando era gestor da AGRAER para redução de despesas de custeio em Cooperativas de Agricultura Familiar. Convém ressaltar que neste primeiro momento o funcionamento do sistema se dá durante o dia, portanto a energia gerada durante a iluminação solar acima do seu consumo vai direcionada para a rede da distribuidora e convertida em créditos para abater no uso de energia durante o período noturno. Mas a conclusão que se chega é que: se buscamos economia e sustentabilidade esse é um caminho bem fértil para ser percorrido, com retorno a médio prazo, mas que tem de ser pensado, debatido e buscado desde já.

  • Colunista do Agora MS

** Explicações adicionais:

Estes dois termos se referem à ligação, ou não, do seu sistema de geração de energia solar à rede de distribuição de energia elétrica de sua região:

  1. Grid-tie: é o nome dado a um sistema que funciona conectado à rede elétrica, dispensando baterias de armazenamento.
  2. Off-grid: é o nome dado a um sistema que funciona desconectado da rede elétrica, dependendo de baterias para funcionar adequadamente.