sexta-feira, 17 - abril - 2026 : 17:21

Indícios de fraudes nas eleições?, por Wilson Aquino

Wilson Aquino é jornalista e professor – Divulgação

No primeiro turno das eleições deste ano tivemos novamente a divulgação na internet de diversos vídeos de pessoas indignadas porque na hora em que chegaram para votar teriam sido surpreendidas com a informação de mesários que já haviam votado por elas. Casos como esses teriam ocorrido em diversas cidades do país. Seriam esses, um indício de fraude nas eleições 2022?

Muitos desses eleitores chamaram as autoridades dos tribunais regionais eleitorais e até a polícia para denunciar as irregularidades. Muitos fizeram Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

O curioso também é que a maioria dos casos divulgados envolvia eleitores do atual presidente. Muitos deles vestindo a camisa verde e amarela.

Apesar da gravidade da denúncia, não vi nenhuma manifestação dos TREs e muito menos do Tribunal Superior Eleitoral – TSE a respeito do assunto. Sequer disseram que as causas seriam apuradas como uma eleição limpa e transparente requer.

Apesar do desgaste do assunto, sinto-me no dever e na responsabilidade de trazer a questão à tona para reflexão e cobrança de uma explicação sobre os casos levantados e registrados na polícia e por mesários.

O próprio ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, em sua entrevista coletiva sobre o êxito das eleições, logo após o processo de apuração, deveria pelo menos mencionar esses fatos e garantir uma investigação para que o processo eleitoral seja de fato seguro e transparente.

Como não o fez, e ao contrário disso, falou que não houve nenhum incidente, a não ser a falha de uma ou outra urna que logo foram substituídas, reforça minha responsabilidade de trazer aqui o assunto porque não podemos permitir a suspeição de qualquer questão relacionada ao processo eleitoral.

Por mais que pareça problema simples essa questão do voto roubado do eleitor, não é. Trata-se sim de um problema gravíssimo e a omissão dos TREs e do TSE sobre o assunto levanta a suspeita de que há sim um interesse de privilegiar um dos candidatos que estão na disputa presidencial.

Como esses casos não tiveram respostas, torna-se oportuno então levantar outras perguntas como:

– Caso essas denúncias levantadas sobre voto antecipado do eleitor tenham de fato ocorrido, quando teriam sido feitas? Teriam ocorrido durante o horário de votação? Ou antes disso, quando as urnas ainda estavam “lacradas”?

– Será que foram inseridos somente esses votos reclamados, ou teriam sido também “ressuscitados” eleitores de diversas cidades brasileiras como também se aventou nas mídias sociais?

– A denúncia de que em algumas cidades brasileiras houve mais eleitores do que o número de habitantes é fato ou fake?

– A relutância do TSE em não acatar a sugestão das Forças Armadas, de reforçar o sistema de segurança das urnas com a instalação de uma segunda fonte receptora dos votos de todo Brasil, para também poder fazer uma somatória em outro computador, cujos números deveriam então corresponder aos números apurados na “sala secreta” do tribunal, seria para evitar que provas de fraudes nas urnas viessem à tona?

– Essa relutância seria por “birra” contra o presidente da República, ou por outros interesses, escusos e verdadeiramente antidemocráticos?

– A imprensa divulga, desde o início da semana, que o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, deve informar ao presidente Jair Bolsonaro “não ter conseguido provar a existência de fraude no sistema eletrônico de votação” (Estado de Minas). “Não ter conseguido” foi porque não há fraude ou por que não conseguiu o livre acesso para uma verificação segura?

Esta semana também, o comentarista Caio Copolla, que muito admiro pela sua clareza e coerência de ideias e pensamentos, descartou a possibilidade de fraude nessas eleições e recomendou deixar esse assunto para trás e focar na obtenção do voto do eleitor para o segundo turno. Na mesma linha falou também o marketing da campanha de Bolsonaro.

No entanto, com todo respeito a eles e a todos aqueles que pensam da mesma maneira, considerando que o voto é sagrado, que é importantíssimo, pois pode conduzir o país ao sucesso ou ao caos, não posso deixar para traz nenhuma dúvida a respeito da contabilidade e lisura do processo eleitoral em andamento. Daí a insistência de trazer aqui, mais uma vez, esse já desgastado tema para reflexão e quiçá, para uma possível tomada de providências. Que Deus abençoe o Brasil para que possíveis tentativas de fraudes das eleições não tenham êxito.

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