Curso de Formação de Doulas Comunitárias do HU-UFGD teve carga de 80 horas, entre conteúdo teórico e estágio prático – Assessoria

Encerramento do curso e entrega de certificados serão realizados no próximo fim de semana

A Associação dos Voluntários (AVHU) e o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) realizam no próximo fim de semana (20 e 21) o quarto e último módulo do 1º Curso de Formação de Doulas Comunitárias do HU-UFGD. No sábado (20), haverá aulas com conteúdo teórico e apresentação dos relatórios de estágio e trabalhos de conclusão de curso. No domingo (21), a partir das 8h, será realizado o evento de formatura no auditório do hospital, aberto a familiares e convidados.

O 1º Curso de Formação de Doulas Comunitárias do HU-UFGD teve início em agosto de 2017, ofertando 40 vagas a mulheres da comunidade, com as mais diversas profissões, formações e ocupações. Até o final de dezembro, foram realizados três módulos teóricos e o estágio prático, com pelo menos cinco plantões de seis horas para cada doula, acompanhando mulheres em trabalho de parto no Centro Obstétrico do HU-UFGD.

Depois de cumprir carga horária total de 80 horas, chegam ao final do curso 29 doulas comunitárias, aptas a prosseguir com o trabalho voluntário no âmbito do HU-UFGD, bem como a desempenhar todas as funções de doula junto a suas comunidades e/ou em outras instituições.

Resultados

Durante o período de estágio prático, foi aplicada pesquisa de satisfação junto às mulheres que foram acompanhadas pelas doulas comunitárias. Um levantamento preliminar dos dados coletados indica que o acompanhamento das doulas favorece a satisfação e o bem-estar das mulheres em trabalho de parto.

Um questionário com dez itens foi aplicado às mulheres no puerpério (pós-parto) imediato, com perguntas sobre como a parturiente se sentiu com a presença da doula comunitária: “acolhida”, “fortalecida”, “segura”, “respeitada”, “informada”, “com menos dor”, “com menos medo”, “atendida em suas necessidades”, “atendida nas necessidades de seu bebê” e “satisfeita”. Para cada item a puérpera deu uma nota de 0 a 10, sendo 10 a nota mais satisfatória.

Foram levantados os dados de 46 questionários, em que a mensuração 10 esteve presente em: 78,26% com relação a se sentir acolhida; 71,73% com relação a se sentir fortalecida; 76,08% com relação a se sentir segura; 86,95% com relação a se sentir respeitada; 71,73% com relação a se sentir informada; 52,17% com relação a se sentir com menos dor; 63,04% com relação a se sentir com menos medo; 82,60% com relação a se sentir atendida em suas necessidades; 60,86% com relação a se sentir atendida nas necessidades de seu bebê; 86,95% com relação a se sentir satisfeita.

Extensão

Diante da grande procura e dos bons resultados alcançados, o Curso de Formação de Doulas Comunitárias se tornou, para este ano de 2018, um projeto de extensão da UFGD. Isso significa, entre outras coisas, que haverá mais recursos para oferecer o curso de maneira regular e que a certificação das doulas formadas será feita pela própria Universidade.

A previsão é de que as inscrições para o 2º Curso de Formação de Doulas Comunitárias do HU-UFGD sejam abertas em março, para início das atividades em junho deste ano.

Humanização

A formação de doulas comunitárias e sua integração ao serviço de assistência ao parto pelo HU-UFGD é parte das ações de humanização implementadas pelo hospital, especialmente na atenção à saúde materna e perinatal. Outros grandes projetos também estão em andamento, desde o segundo semestre de 2017, como o ApiceOn (Aprimoramento e Inovação no Cuidado/Ensino em Obstetrícia e Neonatologia) e o Parto Adequado, que tem como objetivo mudar o modelo de atenção ao parto, promovendo o parto normal, qualificando os serviços de assistência no pré-parto, parto e pós-parto e favorecendo a redução de cesáreas desnecessárias e de possíveis eventos adversos decorrentes de um parto não adequado. “Com isso busca-se reduzir riscos desnecessários e melhorar a segurança do paciente e a experiência do cuidado para mães e bebês”, diz a apresentação do projeto, que é iniciativa do Ministério da Saúde.

“O HU, vem consolidando sua vocação no serviço de Maternidade e tem como missão tornar-se referência em assistência, ensino e pesquisa neste segmento. Tanto o ApiceOn quanto o Parto Adequado são iniciativas que permitem a qualificação da assistência ao nascimento e ao parto, além de garantirem práticas de humanização. Estamos tendo a possibilidade de desenvolver simultaneamente diversos projetos que conversam entre si. Para toda a equipe envolvida é uma grande oportunidade, uma vez que a maternidade é o serviço de maior demanda”, comenta o superintendente do hospital, Ricardo do Carmo Filho.

Maternidade

Na Maternidade do HU-UFGD são realizados, em média, 350 procedimentos obstétricos por mês, incluindo partos vaginais, cesarianas, curetagens e outros atendimentos clínicos. Ao longo do ano de 2017, foram registrados 3115 partos no Centro Obstétrico, sendo verificada queda na taxa de cesarianas: no primeiro quadrimestre do ano, a taxa de nascimentos por via cirúrgica foi de 50,79%; no segundo quadrimestre caiu para 50,02% (redução de 0,76%); no terceiro quadrimestre a taxa de cesarianas ficou em 47,07% (queda de 2,95%).