
Nesta sexta-feira, 24, data em que se comemora o Dia Internacional do Milho, o cereal ganha destaque como um dos principais motores da agroindústria em Mato Grosso do Sul. Mais do que base para a alimentação animal, a cultura se consolida como estratégica para a economia estadual, com forte presença nas cadeias produtivas e no comércio exterior.
Tradicionalmente utilizado na formulação de rações, o milho é fundamental para sustentar a produção de proteínas animais, especialmente nos segmentos de aves e suínos. Essa integração fortalece o agronegócio local e amplia a competitividade do Estado no cenário nacional.
Nos últimos anos, o avanço do milho na produção de biocombustíveis também tem ampliado sua relevância. Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a segunda posição no ranking nacional de produção de etanol a partir do cereal, com estimativa de alcançar 2,07 bilhões de litros na safra 2025/2026.
Os dados mais recentes evidenciam o crescimento da cadeia produtiva. Em 2025, cerca de 4,6 milhões de toneladas de milho foram processadas, resultando na produção de 1,4 milhão de toneladas de DDG, coproduto amplamente utilizado na nutrição animal e que agrega valor ao setor.
No mercado internacional, o milho sul-mato-grossense mantém presença significativa. Ao longo de 2025, aproximadamente 2 milhões de toneladas foram exportadas, tendo como principais destinos países do Oriente Médio e da Ásia, como Irã, Vietnã, Bangladesh, Arábia Saudita, Egito, Iraque, Filipinas e Indonésia.
Para a safra 2025/2026, a expectativa é de uma produção de 11,1 milhões de toneladas em uma área estimada de 2,2 milhões de hectares. Segundo o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, o milho deixou de ser apenas uma cultura complementar e passou a ocupar papel estratégico, refletindo a capacidade do setor em gerar valor e impulsionar o desenvolvimento econômico regional.




















