Governo de MS antecipa cenário de risco para incêndios e reforça integração de ações para 2026

Reunião no CICOE/PEMIF alinhou ações entre órgãos estaduais e federais diante de cenário climático de alerta nos próximos meses – Foto: Marcelo Armôa / Semadesc

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), alinhou estratégias para a prevenção e o combate aos incêndios florestais em 2026 durante a 26ª reunião do Centro Integrado de Coordenação Estadual (CICOE/PEMIF), realizada no dia 15 de abril, em Campo Grande. O encontro, presidido pelo secretário Artur Falcette, da Semadesc, com a participação do secretário-adjunto Alex Melotto, reuniu órgãos estaduais e federais para definir ações diante de um cenário climático que exige atenção redobrada nos próximos meses.

As análises apresentadas pelo CEMTEC (Centro Estadual de Monitoramento do Tempo e do Clima) indicam um trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média, o que tende a aumentar o risco de incêndios florestais. Apesar de março ter registrado volumes expressivos de chuva em diversas regiões, a distribuição foi desigual, e a tendência para o período entre maio e julho aponta precipitação variável e maior probabilidade de calor intenso, associada a 61% de chance de ocorrência de El Niño.

No campo da gestão, a reunião avançou na adesão ao Sistema Nacional de Informações sobre Fogo (SISFOGO), ferramenta coordenada pelo Ibama que padroniza e integra dados sobre queimadas em todo o país. O sistema estabelece protocolos para registro de ocorrências, autorizações de queima e monitoramento das ações de combate, além de reforçar a atuação conjunta entre órgãos ambientais e operacionais. A iniciativa também abre caminho para captação de recursos federais e fortalecimento das estruturas estaduais.

Os dados apresentados pelo Imasul reforçam a necessidade de atuação focada em áreas críticas. O monitoramento aponta a predominância de queimadas em áreas de pastagem e uso agropecuário, além de registros em vegetação nativa, evidenciando a recorrência de queimas irregulares e a necessidade de ações coordenadas de fiscalização e orientação.

Como encaminhamento, os órgãos que integram o CICOE definiram o fortalecimento da atuação integrada, com foco no monitoramento de áreas reincidentes, no planejamento da Temporada de Incêndios Florestais 2026 e na consolidação de sistemas de informação que ampliem a capacidade de resposta do Estado. A estratégia reforça o uso de dados, tecnologia e integração institucional como base para reduzir riscos e proteger os biomas sul-mato-grossenses.

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