Seu plano de saúde não cobre o teste para COVID-19? Saiba o que fazer!

Está com sintomas de COVID-19, mas seu plano de saúde não cobre o teste da doença? Calma! Por determinação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), as operadoras de planos de saúde no Brasil estão obrigadas a cobrir os testes.

Os planos de saúde são um dos principais benefícios empresariais, mas nem sempre são completos. No momento em que vivemos a pior pandemia da nossa geração, a ação da DNS é importantíssima para garantir o bem-estar de todos os brasileiros.

Planos de saúde devem cobrir testes sorológicos e de material genético

Decisões da ANS obrigam as operadoras de planos de saúde a cobrirem os testes de COVID-19 para todos os seus pacientes. Desde março, os planos de saúde já estão obrigados a cobrir os testes de material genético (RT-PCR). E no fim de junho, a ANS estendeu a obrigação para a realização de testes sorológicos.

Basta que o cliente do plano tenha um pedido de um médico de qualquer especialidade, seja do convênio do plano ou particular, para que o plano seja obrigado a cobrir o valor do exame. A obrigação é válida até mesmo em consultas á distância, a chamada telemedicina, desde que o pedido seja assinado por um médico.

A cobertura é válida para o custeio de mais de um exame, já que geralmente os pacientes de COVID-19 podem realizar até três exames para confirmar se estão curados ou não do vírus. Isso é fundamental para os cidadãos, já que cada teste de COVID-19 na rede privada, custa em média, R$ 250.

Qual é o procedimento para fazer o teste e qual a diferença entre os exames?

São dois tipos de exames que estão liberados e devem ser cobertos pelo seu plano de saúde.  Clientes com planos de saúde hospitalar, ambulatorial ou de referência podem realizar o exame sem ter custos na rede privada.

Confira os dois tipos de exames liberados para atestar a COVID-19 e qual a diferença entre eles:

Teste sorológico

Os testes sorológicos são feitos por amostra de sangue, soro ou plasma e visam detectar a presença de anticorpos IgA, IgG ou IgM produzidos pelo organismo após a exposição ao vírus. Esse tipo de teste é indicado a partir do oitavo dia do início dos sintomas da COVID-19.

Esse tipo de teste é importante para atestar pessoas que já foram expostas ao vírus, mas estão assintomáticos ou possuem sintomas leves.

Operadoras de planos de saúde associadas à FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) reclamaram da determinação de cobrir este tipo de teste. Segundo as empresas, o teste sorológico não é a melhor alternativas para os pacientes com suspeita de COVID-19.

Teste RT-PCR

Os testes RT-PCR buscam encontrar nos examinados o material genético (RNA) ou antígenos do vírus. Esse teste é importante porque consegue identificar que está contaminado no momento do exame. Por outro lado, ele não consegue atestar a COVID-19 em pacientes em estágio inicial da doença e nem consegue identificar a presença de anticorpos após a cura.

Como deve ser feito o pedido médico?

Como já falamos, a determinação da ANS engloba praticamente todos os clientes de planos de saúde que não possuem cobertura para a realização do teste. Quem define a necessidade do teste é o médico. Para que haja um pedido médico, o paciente deve apresentar os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse
  • Coriza
  • Dor de garganta
  • Dificuldade de respirar
  • Desconforto respiratório
  • Pressão persistente no tórax
  • Coloração azulada de rosto e lábios

Estes sintomas são comuns em pacientes com síndrome respiratória. De preferência, o paciente deve procurar um médico assim que sentir os primeiros sintomas, para que possa ser acompanhado pelo profissional e faça o teste, caso haja necessidade.

Pedido médico presencial ou à distância

Em consultas presenciais, o pedido deve ser feito por um médico da rede credenciada do convênio do seu plano de saúde ou um médico particular, basta que ele seja certificado. Em ambos os casos, com a apresentação do pedido, o plano de saúde é obrigado a custear o valor do exame.

Outro ponto importante é que o pedido médico pode ser feito por médicos de qualquer especialidade. Basta que o documento seja carimbado e assinado por um médico e contenha a data do pedido.

No caso de consultas à distância, vale os mesmos requisitos para realização do pedido por consultas presenciais. O que muda é a forma de envio do pedido do médico para o paciente.

O envio pode ser feito de duas formas, através dos Correios, de transportadoras ou terceiros. Nestes casos, o médico faz o pedido em receita física e envia por um destes meios para o paciente.

Outra forma mais prática é a emissão da receita virtual. Para ser válida, basta que a receita emitida virtualmente possua a assinatura do médico por meio de certificado digital.

Com o pedido em mãos, o cliente pode procurar o plano de saúde para realizar o teste. Nós recomendamos que você ligue para a sua rede e se informe, já que alguns convênios estão realizando a coleta do material para o teste na casa dos pacientes para evitar a disseminação do contágio.

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