
Rebeldes sírios tomaram o controle da TV estatal e anunciaram a queda do regime de Bashar al-Assad, marcando o fim de 50 anos de domínio da família Assad. Durante a transmissão, foi declarada a vitória da “grande revolução síria” e feito um apelo ao povo para proteger propriedades públicas e privadas. A mensagem foi acompanhada por música revolucionária, simbolizando o marco histórico para o país.
A prisão de Saydnaya, conhecida por abrigar dissidentes do regime, foi tomada pelos rebeldes, gerando comoção nacional. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram celas apertadas e a libertação de mulheres e até de uma criança. Ex-prisioneiros, muitos debilitados, foram vistos sendo atendidos, enquanto celebravam sua liberdade após anos de encarceramento sob condições desumanas.
Famílias sírias, angustiadas, recorreram às mídias sociais para localizar parentes desaparecidos ou presos. Comentários e postagens começaram a circular com listas de nomes de prisioneiros libertados, trazendo esperança a muitos que ainda aguardam notícias de seus entes queridos. Vídeos amadores dentro da prisão reforçaram a dimensão da repressão vivida durante o regime de Assad.
A queda do regime também trouxe à tona denúncias de violações de direitos humanos, incluindo um relatório da Anistia Internacional que apontou a execução de cerca de 13.000 pessoas na prisão de Saydnaya entre 2011 e 2015. Agora, o país enfrenta um momento de incerteza e reconstrução, com a população dividida entre o alívio pela liberdade e o temor pelo futuro político da Síria.




















