Delegação reúne 17 equipes de nove estados e do Distrito Federal em evento com mais de 50 países. Além dos competidores, brasileiros participarão como voluntários em posições importantes
Em busca de novos prêmios e reconhecimento internacional, estudantes brasileiros de 9 a 18 anos vão participar da principal competição mundial de robótica nos Estados Unidos. Ao todo, 17 equipes de dez estados vão representar o Brasil no FIRST Championship, entre 29 de abril e 2 de maio, em Houston (EUA). A delegação é liderada pelo Serviço Social da Indústria (SESI), operador oficial dos torneios de robótica da FIRST no Brasil.
As equipes brasileiras representam escolas do SESI, além de instituições públicas e privadas de São Paulo (4 equipes), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (2), Goiás (2), Mato Grosso (2), Minas Gerais (1), Pernambuco (1), Sergipe (1), Espírito Santo (1) e Santa Catarina (1).
“A presença de equipes de diferentes estados mostra como a robótica se consolida no Brasil de forma democrática, com oportunidades para jovens de várias realidades. Mais do que competir, esses estudantes desenvolvem competências essenciais e ajudam a fortalecer a cultura da inovação e do trabalho em equipe”, destaca do diretor superintendente do SESI, Paulo Mol.
A maioria das equipes brasileiras (9 equipes) compete na categoria mais avançada do torneio, com robôs industriais de até 1,5 metro de altura e projetos sociais que promovem o acesso à robótica em comunidades pelo Brasil. As demais equipes disputam nas categorias com robôs de LEGO (3 equipes); e uma categoria intermediária com robôs de porte médio (5 equipes).
Veja, a seguir, os detalhes de cada modalidade:
FIRST® LEGO® League Challenge (FLLC): na modalidade iniciante, alunos de 9 a 15 anos formam equipes de 2 a 10 integrantes para construir robôs de peças de LEGO, que devem cumprir uma série de atividades e somar o máximo de pontos em partidas de 2 minutos e meio. O time ainda é responsável por idealizar e criar um projeto de inovação, que é uma solução para um problema real dentro da temática Arte.
FIRST® Tech Challenge (FTC): estudantes do ensino médio constroem robôs maiores, de até 19kg, a partir de um kit de peças reutilizáveis, tecnologia Android e uma variedade de níveis de programação baseada em CAD, Java e Blocks. Os competidores desenvolvem um portfólio de engenharia para detalhar o funcionamento dos robôs, que devem cumprir atividades, como carregar blocos, em uma arena.
FIRST® Robotics Competition (FRC): a categoria mais avançada envolve alunos do ensino médio, que constroem e programam robôs de porte industrial, que chegam a 56 kg e têm 1,2 metro de altura, para também realizar tarefas em uma arena. A competição é bastante consolidada lá fora, onde os times são patrocinados por grandes empresas, como General Motors, Apple, Xerox, Google, GE Energy, Toyota, que acabam utilizando o torneio para identificar talentos.
Brasileiros também participam do mundial como voluntários
Dentre os brasileiros que embarcarão para Houston, três vão como voluntários: Gabriel Silveira, 21 anos; Gustavo Bays, 24 anos; e Silas Vergílio, 34 anos. É a primeira vez que os três representarão o país em posições importantes, do “outro lado” da competição.
O gaúcho Gustavo Bays de Novo Hamburgo (RS) será o primeiro brasileiro a narrar as partidas na etapa mundial do torneio em inglês. Aqui no Brasil, ele já realiza a transmissão em português há três anos. Ele é estudante de jornalismo e entrou para o mundo da robótica em 2018, como competidor. Um ano depois já estava atuando como voluntário.
Gabriel Silveira é voluntário na arbitragem, também na modalidade mais avançada do torneio. Estudante de Engenharia da Computação, Gabriel faz parte da robótica desde 2019. Ele e Gustavo competiram pela mesma equipe, a Under Control, de Novo Hamburgo (RS). A equipe é uma das mais renomadas no cenário nacional e participará do campeonato mundial pela 12ª vez.
Já Silas Vergílio começou a história na robótica há quase duas décadas, em 2007, quando leu uma reportagem sobre uma equipe brasileira classificada para o mundial no jornal do bairro onde morava, Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo. Desde então, o engenheiro elétrico não saiu mais do mundo das competições, acumulando memórias e experiências em todas as modalidades da robótica. Atualmente, Silas atua como juiz na FRC.
Histórico de sucesso
Desde que o SESI passou a organizar as competições da FIRST no Brasil, em 2012, mais de 45 mil estudantes participaram dos torneios, acumulando mais de 110 prêmios internacionais apenas na modalidade iniciante FIRST LEGO League Challengue (FLLC).




















