ONU debate bombardeios dos EUA ao Irã e alerta para risco global

Para o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, tratado nuclear está ‘em risco’ após ofensiva

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se neste domingo (22) para discutir os recentes bombardeios dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas e os riscos crescentes à paz no Oriente Médio. Segundo a AnsaFlash, o secretário-geral da organização, António Guterres, expressou profunda preocupação com a escalada e apelou por contenção imediata de ambos os lados.

Segundo Guterres, o ataque representa “uma reviravolta perigosa” em uma região já fragilizada por conflitos, e destacou a urgência de retomar negociações sérias sobre o programa nuclear do Irã. O líder das Nações Unidas defendeu a prevalência da diplomacia, a proteção de civis e a garantia da navegação segura na região.

O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, reforçou o alerta e afirmou que o Tratado de Não Proliferação Nuclear está ameaçado. Ele lembrou que instalações nucleares jamais devem ser alvo de ataques e pediu acesso dos inspetores da agência ao território iraniano.

Grossi também defendeu um cessar-fogo imediato, para que a AIEA possa verificar os danos e monitorar a situação no campo. “Há um caminho para a diplomacia”, declarou, insistindo que qualquer avanço requer apuração técnica dos fatos e compromisso com o diálogo.

A China, representada por seu embaixador Fu Cong, pediu o fim imediato das hostilidades e a abertura de negociações entre Irã e Israel. “É hora de o Conselho de Segurança cumprir seu papel de preservar a paz internacional”, disse, pedindo responsabilidade coletiva dos membros.

Já a Rússia, por meio de seu representante, condenou o que classificou como ações “irresponsáveis e provocativas” dos Estados Unidos, alertando que os ataques colocam em risco a segurança global. Para Moscou, os EUA e Israel agem sem provocação e comprometem o equilíbrio internacional.

A embaixadora do Reino Unido, Barbara Woodward, também defendeu a via diplomática, mas reiterou a oposição de seu país ao desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, alegando que isso representaria uma ameaça inaceitável à estabilidade global.

Por fim, o representante dos Estados Unidos defendeu as ações militares como resposta a ameaças do Irã a Israel e ao programa nuclear em curso. Ele pediu que o Conselho de Segurança pressione Teerã a encerrar esforços para desenvolver armamento nuclear e evitar nova escalada no conflito.

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