Na reabertura de indústria sucroenergética em Naviraí, diretor do Senai garante capacitação de trabalhadores

Ao participar na quinta-feira (14/06) da cerimônia de reabertura da indústria sucroenergética Rio Amambai Agroenergia, localizada no município de Naviraí, o diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, destacou que a volta das atividades da empresa significa a retomada do desenvolvimento industrial da região e colocou a instituição à disposição na área de qualificação de trabalhadores para atender as demandas da unidade.

A Rio Amambai Agroenergia, que antes pertencia ao Grupo Infinity, agora recebe investimentos do fundo investidor norte-americano Amerra e espera alcançar uma produção anual de 3,2 milhões de toneladas de açúcar nos próximos três anos. “Com a retomada das atividades, serão gerados cerca de 1.000 novos postos de trabalho locais, o que representa mais renda para a população do município e, consequentemente, mais desenvolvimento”, avaliou Rodolpho Mangialardo.

Além disso, completa o diretor-regional, o Senai já está trabalhando em parceria com a empresa, oferecendo cursos técnicos e de qualificação profissional para capacitar os novos trabalhadores e consultorias nos processos produtivos da indústria sucroenergética, que podem ainda trazer redução de custos, melhorias em produtividade e maior competitividade.

De acordo com o presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda, a Rio Amambai Agroenergia vai produzir etanol e açúcar e passa a integrar o grupo de 19 usinas em operação em Mato Grosso do Sul. “O Estado consome 46 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e a nova unidade abre as portas em um bom momento e com ótimas perspectivas de produção”, ressaltou.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, destacou que o papel do Governo do Estado é de apoiar, permitir e facilitar empreendimentos como esse. “Essa reabertura da indústria sucroenergética é mais um resultado da política de atração de investimentos adotadas pelo Governo do Estado desde 2015. Obrigado por confiarem novamente no Estado e digo que nós acreditamos nesse empreendimento e por isso apoiamos”, declarou.

Já o representante da Amerra, Rogério Martins, informou que para a retomada das atividades a unidade recebeu investimentos no valor de US$ 90 milhões e apoio com incentivos fiscais por parte do Governo do Estado. “Também foram cultivados 18 mil hectares de cana-de-açúcar para manter a indústria sucroenergética e na safra de 2018/2019 o consumo já deve subir para 2,1 milhões de toneladas”, projetou.