Mato Grosso do Sul vive um momento ímpar no mercado do gás natural. A MSGÁS ultrapassou a marca de 10 mil clientes e, com a expansão da rede e a expectativa de retomada das obras da UFN-3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados) 3, em Três Lagoas, se prepara nos próximos anos para entrar no ranking das cinco maiores do segmento no país.

Hoje, a empresa tem clientes em Campo Grande e Três Lagoas e aguarda estudos de viabilidade de ramais para a região de Aquidauana e Anastácio e para os municípios de Sidrolândia, Maracaju e Dourados. Além disso, a rede de gás natural vai chegar a Ribas do Rio Pardo, onde irá atender uma fábrica de celulose.

Energia limpa, eficiente e moderna, o gás natural já abastece hospitais, o Mercadão Municipal, fábricas, comércios e residências em Mato Grosso do Sul. Entre os clientes estão ADM, Semalo, Coca-Cola, os shoppings Campo Grande e Norte Sul Plaza, na Capital; e Suzano e Eldorado, no ramo da celulose, ArcelorMittal (siderúrgica), Metalfrio, Cargill, Sitrel, Feral Metalúrgica, NIT Fiação e Comércio e a Usina Termelétrica Luis Carlos Prestes, em Três Lagoas.

Trajetória de sucesso

Com 21 anos de história, a MSGÁS acumula resultados expressivos. Nos últimos quatro anos, o número de clientes da empresa de economia mista teve um crescimento de mais de 140% e o consumo triplicou, chegando a 22 milhões de m³ do produto por mês.

“Começamos com apenas um cliente, na época do apagão; expandimos os atendimentos principalmente nos últimos cinco anos; alcançamos a marca de 10 mil clientes e; com a venda da UFN-3 para o grupo russo Acron, podemos chegar a ser a quarta maior distribuidora de gás natural do Brasil”, disse o assessor de Gestão de Riscos e Conformidades, Gustavo Alcântara de Carvalho.

A Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGÁS) foi constituída em 1998 por meio da Lei 1.854 e a rede de distribuição de gás natural em Campo Grande entrou em operação em 2001, atendendo inicialmente apenas a demanda de uma usina termoelétrica.

Para o presidente da MSGÁS, Rudel Trindade, os resultados da empresa, que tem obtido lucro nos últimos anos, vieram de uma mudança de mentalidade. Segundo ele, as estatais têm obrigação de serem eficientes.

“Quando otimizamos as compras, reduzimos os gastos, obtemos lucro e dividendos que são usados pelo governo para atender a população com investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança. Todo mundo ganha”, finalizou.