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Indústria de MS tem “década de ouro” e projeta expansão de 28,10% nos próximos quatro anos

Presidente Sérgio Longen durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira – Assessoria

Após crescer 249,44% no período de 2009 a 2019, o setor industrial encerra o ano com alta de 6,37% e projeta expansão de 6,45% em 2020 e de 28,10% até 2023. Os números são do Radar Industrial da Fiems e foram apresentados pelo presidente Sérgio Longen durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (16/12), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), com a presença do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

No comparativo de 2009 a 2019, o PIB Industrial saltou de R$ 6,21 bilhões para R$ 21,7 bilhões (249,44%), enquanto de 2018 a 2019 a elevação foi de R$ 20,4 bilhões para R$ 21,7 bilhões (6,37%), de 2019 para 2020 vai sair de R$ 21,7 bilhões para R$ 23,1 bilhões (6,45%) e de 2019 a 2023 sairá de R$ 21,7 bilhões para R$ 27,8 bilhões (28,10%). “A atividade industrial vem mostrando números satisfatórios que merecem não só serem visualizados, mas também comemorados”, disse o presidente da Fiems.

Ele completa que a indústria vem se consolidando de maneira muito positiva e, cada vez mais, conseguimos apoiar as ações do setor, quer com o Sistema Indústria, por meio do Sesi, Senai e IEL, quer por meio do Governo do Estado, que trabalha diretamente nessa linha de trazer a indústria como mola propulsora do Estado. “Os bons números refletem a implementação da Indústria 4.0 pelas empresas do Estado, que possibilita uma melhoria na competitividade dos produtos, mas ainda é tímida”, disse.

Sérgio Longen ressalta que a modernização do setor industrial e um grande desafio. “O Senai vem mudando todo o seu perfil de atendimento para as empresas e de certa forma as indústrias precisam se adaptar para a competitividade de seus produtos, mas entendo como positiva nossas ações e estamos preparados para atender os números de 2020”, completou.

Ainda conforme o líder industrial, a expectativa é que ao fim de 2020 os números sejam ainda melhores do que os que foram projetados. “Tecnicamente, precisamos transferir para a sociedade números consolidados e esses números trazem confiança porque temos um histórico de avaliação do Radar Industrial da Fiems, mas o que ficou muito claro é que a indústria hoje é uma grande força na economia de Mato Grosso do Sul, responsável por 22% do PIB de Mato Grosso do Sul, que hoje está em R$ 109,6 bilhões”, destacou.

Nesse cenário, o secretário Jaime Verruck destacou a importância do Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado), desenvolvido em conjunto entre o setor industrial e o Governo do Estado. “O que temos consolidado hoje são que mais de 497 empresas aderiram, assinaram seus termos de acordo com o Estado e assumiram a partir daí uma série de compromissos. Esses compromissos, hoje, sinalizam R$ 16 bilhões de investimentos até 2032 e, adicionalmente em relação à situação apresentada em 2018, mais 12 mil empregos na economia sul-mato-grossense”, ressaltou.

Para Jaime Verruck, foi um projeto extremamente positivo tanto para o Estado como para o empresário. “O Fadefe representa a sinalização de novos investimentos, novos empregos e nova arrecadação. E acho que esse tipo de projeto permite criar uma pauta econômica e reforçar o desenvolvimento industrial do Estado. E aí temos as perspectivas de novos empreendimentos no Estado”, finalizou.

Década de ouro

Em sua apresentação, Sérgio Longen ainda destacou o crescimento vertiginoso da indústria nos últimos dez anos, que pode ser considerada uma década de ouro para o setor em Mato Grosso do Sul. De acordo com levantamento do Radar Industrial de Fiems, na última década, além de o PIB Industrial de Mato Grosso do Sul ter apresentado um extraordinário aumento de 249,44%, as exportações de industrializados cresceram 143,33%, saindo de US$ 1,50 bilhões para US$ 3,65 bilhões.

O número de estabelecimentos indústria também cresceu 41,53% na década, indo de 4.226 para 5.981, enquanto a quantidade de trabalhadores aumentou em 22,07%, saindo de 103.302 para 126.100. No comparativo de 2018 com 2019, além do PIB Industrial crescer 6,37%, as exportações, no mesmo período, tiveram aumento de 2,82%, elevando-se de US$ 3,55 bilhões para US$ 3,65 bilhões, enquanto a quantidade de trabalhadores teve salto de 1,32%, indo de 124.452 para 126.100 e o número de estabelecimentos industriais cresceu 1,10%, aumentando de 5.916 para 5.981.

Já de 2019 para 2020, além de o PIB Industrial estar previsto crescer 6,45%, as exportações terão alta de 2,47%, saindo de US$ 3,65 bilhões para US$ 3,74 bilhões, enquanto os estabelecimentos industriais aumentarão 1,55%, saindo dos atuais 5.981 para 6.074 e o número de trabalhadores crescerá 1,0%, indo de 126.100 para 127.170. Para os próximos quatro anos, ou seja, de 2019 a 2023, além de o PIB Industrial crescer 28,10%, as exportações no período terão alta de 9,86%, pulando de US$ 3,65 bilhões para US$ 4,01 bilhões, o de estabelecimentos industriais crescerão 5,05%, indo de 5.981 para 6.283, e o número de trabalhadores terá aumento de 2,97%, saltando de 126.100 para 129.850.

Para o presidente Sérgio Longen, os dados só demonstram que Mato Grosso do Sul vem se destacando na consolidação da indústria. “A industrialização do Estado está sendo muito bem construída, a diversidade da matriz industrial está muito bem distribuída nos municípios. Nosso principal segmento hoje é dos frigoríficos e carnes, com 27.213 trabalhadores, e aí não entram só bovinos, mas uma grande diversificação, como aves, suínos, peixes e jacaré. Em seguida temos a indústria sucroenergética, com 20.500 trabalhadores, e indústria do papel e celulose, com 6.374 trabalhadores”, detalhou.

Ele reforça que os últimos 10 anos foram muito importantes para a consolidação da atividade industrial. “Entendo que os números estão aí e é importante destacar o trabalho do Sistema Fiems para um setor de extrema importância para o desenvolvimento do Estado. Quando se fala em mudança na geração de empregos e mudança na geração da base da economia, a indústria veio para ficar e ela está se consolidando ano a ano, quer na geração de empregos, quer no aumento de empresas, quer no PIB, porque 249,44% em 10 anos é um número muito significativo, praticamente um índice de crescimento de países asiáticos”, finalizou.

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