Grupo que matou presidente do Haiti tinha 26 colombianos e 2 americanos

Moise governava o Haiti desde fevereiro de 2017 e foi assassinado na última quarta-feira (7) – Foto: EPA

A polícia do Haiti revelou que o comando responsável pelo assassinato do presidente Jovenel Moise era formado por pelo menos 28 indivíduos, sendo 26 colombianos e dois americanos de origem haitiana.

Ainda de acordo com as forças de segurança, 17 pessoas, incluindo os dois americanos, já foram presas, enquanto oito colombianos seguem foragidos. Outros três indivíduos foram mortos. Dos 17 detidos, 11 foram capturados no perímetro da Embaixada de Taiwan em Porto Príncipe.

A sede diplomática disse ter dado aval para a incursão da polícia “sem hesitação”, uma vez que não havia autorizado que os mercenários se escondessem ali.

Já o governo da Colômbia confirmou a participação de ex-militares do país no assassinato de Moise. “As informações iniciais indicam que trata-se de cidadãos colombianos que fizeram parte do Exército nacional. Como governo, demos instruções à nossa polícia e ao Exército para oferecer máxima colaboração às autoridades do Haiti”, disse o ministro da Defesa de Bogotá, Diego Molano.

Por sua vez, o diretor-geral da polícia haitiana, Léon Charles, afirmou que ainda falta prender os mandantes do homicídio.

“Precisamos saber para quem eles [os mercenários] trabalhavam”, acrescentou.

Moise governava o Haiti desde fevereiro de 2017 e foi assassinado por um comando armado dentro de sua residência privada, em Pétion-Ville, nos arredores da capital Porto Príncipe, na madrugada da última quarta-feira (7).

Sua esposa, a primeira-dama Martine Moise, ficou gravemente ferida e foi transferida de avião para um hospital em Miami.

Após o homicídio, o primeiro-ministro Claude Joseph, que seria substituído no cargo ainda nesta semana, se autoproclamou presidente interino, mas ele é contestado por Ariel Henry, que havia sido escolhido por Moise para o posto de premiê.

Proveniente do mundo empresarial, Moise havia sido eleito no fim de 2016 com a promessa de levantar a economia de um país assolado por recorrentes crises políticas, pela violência armada e por desastres naturais.

No entanto, sua gestão também ficou marcada por tensões políticas, incluindo o fechamento do Parlamento, e a oposição afirmava que Moise deveria ter deixado o cargo em fevereiro deste ano, embora o presidente alegasse que o mandato terminava apenas em fevereiro de 2022.

Da AnsaFlash

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