Geraldo defende diálogo entre professores grevistas e Prefeitura de Dourados

O deputado Geraldo Resende (PSDB) defendeu nesta terça-feira (22) a abertura de um canal de diálogo entre a Prefeitura de Dourados e os professores da Rede Municipal que estão em greve. Nesta terça-feira (22), os profissionais da educação realizaram a chamada “operação tartaruga”, e por isso os mais de 27 mil alunos e seus pais, estão com sua rotina diária prejudicada, havendo, ainda, a possibilidade de atraso no cronograma escolar. Segundo informações, nesta quarta-feira (24), os professores deverão se reunir no sindicato da categoria para definirem a continuidade ou não do movimento.

Para Geraldo Resende, “é fundamental que os professores em greve e a Prefeitura retomem o diálogo para o bem de alunos e pais. Ninguém está confortável com esta situação, nem a Administração, nem os pais, muito menos os professores que acreditaram no programa de governo proposto pela atual gestão e hoje têm seus anseios frustrados”, afirmou Resende.

O parlamentar também propõe equilíbrio na defesa das reivindicações. “Estamos passando por uma aguda crise econômica. A realidade é muito mais complicada do que foi apresentada no período eleitoral por alguns, porém, agora é momento de diminuir as tensões para se buscar o melhor caminho”.

De greve desde segunda-feira (21), os educadores estavam em negociação com a Prefeitura desde maio para o cumprimento do piso salarial do magistério, reajuste dos administrativos e o comprimento da lei do piso salarial dos professores que cumprem 20 horas.

Geraldo Resende também parabenizou a Câmara Municipal que, por 13 votos a 6, revogou a resolução 74 publicada pela Prefeitura de Dourados. A resolução ameaçava de demissão professores com cargos comissionados, contratados ou com suplência por participarem da paralisação e a confecção de listas diárias com os nomes dos grevistas a serem entregues na Secretaria Municipal de Educação, além de instauração de processos administrativos.

O autor da proposta, vereador Marçal Filho (PSDB) utilizou o artigo 18, da Lei Orgânica do Município, que possibilita o Poder Legislativo sustar normativas do Poder Executivo que exorbitem a função de regular limites da própria Câmara.

“A ação dos vereadores susta uma medida nada democrática da Prefeitura. Os vereadores agiram de acordo com a lei. Não se pode retirar o direito constitucional de greve dos educadores. Medidas como essas apenas atravancam o diálogo no momento em que há muita tensão de ambas as partes”, finaliza.