Nos dois primeiros dias de vacinação, apenas 397 pessoas procuraram as unidades de saúde e a sala de imunização do PAM para receber a dose, enquanto nas aldeias Bororó e Jaguapiru apenas 80 indigenas foram imunizados contra a doença

Dourados atingiu 7.519 notificações de chikungunya desde o início do ano, conforme o informe epidemiológico nº 40, divulgado neste sábado (2) pela Secretaria Municipal de Saúde. O boletim confirma 2.892 casos da doença no município.
De acordo com os dados, 5.332 registros são considerados prováveis, enquanto 2.187 já foram descartados pelas equipes de vigilância. O levantamento mostra que a transmissão segue ativa e exige acompanhamento constante das autoridades de saúde.
O município também contabiliza nove mortes confirmadas por chikungunya. Outros três óbitos continuam em investigação, com análise técnica para verificar a relação com a doença.
A taxa de positividade chegou a 56,9%, percentual considerado elevado. O índice indica que mais da metade dos exames ou avaliações compatíveis seguem apontando para infecção pelo vírus.
Além dos casos já confirmados, Dourados ainda monitora 2.440 suspeitas em investigação. Esses registros permanecem sob análise e podem alterar os números dos próximos boletins epidemiológicos.
Nas aldeias indígenas, a situação também preocupa. Até o momento, foram registradas 3.127 notificações, sendo 2.488 casos prováveis e 1.895 confirmações da doença nas comunidades.
Ainda nas áreas indígenas, 639 casos foram descartados e 593 seguem em investigação. Entre os óbitos ainda apurados, há registros envolvendo pessoas indígenas e não indígenas, o que amplia a atenção das equipes de saúde.
A pressão sobre os serviços de atendimento permanece alta. A UPA tem registrado média de 427 atendimentos por dia nos últimos 15 dias, número acima da média anterior à epidemia, estimada em cerca de 300 atendimentos diários.
Atualmente, 32 pacientes estão internados em Dourados com suspeita ou confirmação de chikungunya. O cenário mantém o município em alerta e reforça a necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti, além de procurar atendimento médico em caso de febre, dores intensas nas articulações, manchas na pele ou outros sintomas compatíveis.
Vacina
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, alertou na última quarta-feira (29) que a vacina contra a Chikungunya está com baixa procura nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na Sala de Imunização do Posto de Atendimento Médico (PAM). Levantamento realizado pelo COE aponta que somente 397 procuraram as unidades urbanas para receber o imunizante nos dois primeiros dias de campanha, enquanto nas aldeias Bororó e Jaguapiru somente 80 doses foram aplicadas na segunda e terça-feira.




















