Cerca de 250 pessoas morreram desde o início da guerra entre Israel e Irã, deflagrada na madrugada de sexta-feira (13), após o país judeu lançar mísseis contra alvos militares e nucleares em território iraniano. O número de vítimas aumenta a cada dia, com intensificação dos bombardeios e escalada nas ameaças entre os dois países.
Segundo o Ministério da Saúde do Irã, ao menos 224 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas devido aos ataques israelenses. Do lado israelense, foram registradas 24 mortes e 592 feridos, sendo dez em estado grave. Na última madrugada, o Irã lançou 370 mísseis balísticos, dos quais cerca de 30 atingiram diretamente Israel, matando oito pessoas.
Um dos drones iranianos foi abatido próximo à casa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Cesareia. Já em Jerusalém, um prédio da Embaixada dos Estados Unidos sofreu leves danos em consequência das ondas de choque provocadas pelos mísseis disparados pelo Irã.
As Forças Armadas iranianas advertiram para novos ataques e pediram a evacuação das áreas ocupadas por Israel. “Saiam dos territórios palestinos ocupados”, declarou o porta-voz Reza Sayyad. Em resposta, Israel voltou a bombardear a capital Teerã, Qom e instalações nucleares como Fordow e Natanz.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter destruído cerca de 120 rampas de lançamento de mísseis em território iraniano, o que corresponderia a um terço do total disponível no país. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que os alvos são estruturas do regime iraniano, e não a população civil, mas alertou que áreas específicas precisarão ser evacuadas.
O governo do Irã acusou Israel de bombardear um hospital em Kermanshah e de continuar atingindo civis. A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) confirmou que não houve danos à usina nuclear de Natanz, mas quatro edifícios na planta de Isfahan foram atingidos, incluindo um laboratório e uma unidade de conversão de urânio.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian reiterou que o país não busca armas nucleares e defendeu o direito do Irã ao uso pacífico da energia atômica. “Com base nas políticas da revolução islâmica, o Irã não busca armas nucleares”, afirmou. (Com AnsaFlash)




















