
O Brasil registrou a primeira morte pelo vírus no dia 17 de março. A economia brasileira fechou 1,1 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada entre os meses de março e abril, informou nesta quarta-feira (27) o Ministério da Economia. no mês de abril, a eliminação de vagas de trabalho formais se acelerou: foram 860.503 postos fechados, o pior resultado da série histórica da Secretaria Especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, que tem início em 1992.
Com isso, foi a maior demissão registrada em um único mês em 29 anos. Mato Grosso do Sul fechou quase 7 mil vagas de trabalho no mês passado. Os dados foram divulgados hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A taxa de desemprego do trimestre que vai de fevereiro a abril atingiu 12,6%, o que corresponde a 12,8 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (28.mai.2020) pelo IBGE. Nesta quinta o governo federal sancionou o projeto de socorro a Estados que define repasse de R$ 60 bilhões e vetou o trecho que permitia reajuste salarial a funcionários públicos. O empregador que está sofrendo com os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus e quer evitar demissões pode aderir ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, A iniciativa permite reduzir a jornada de trabalho dos empregados ou suspender temporariamente o contrato de trabalho.
Nestes casos, os trabalhadores receberão o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), uma complementação salarial paga pelo Governo Federal. O benefício é calculado a partir do valor a que o trabalhador teria direito de receber como seguro-desemprego, com base na média dos últimos três salários. Oito milhões de pessoas já estão cadastradas para receber o Bem. Por meio de acordos individuais ou coletivos, o empregador poderá reduzir a jornada de trabalho e salário dos empregados, por até 90 dias, ou suspender o contrato de trabalho por até 60 dias.
Acontece que precisamos de medidas urgentes, além destas, em larga escala e coordenadas para proteger os trabalhadores em seu local de trabalho, estimular a economia e apoiar empregos e renda. Tais medidas devem incluir a extensão da proteção social e apoio à retenção de empregos por meio de jornada reduzida ou licença remunerada, além de benefícios financeiros e fiscais, é momento de prefeituras ajustarem as contas mas não desacelerar nem desesperar famílias inteiras. Não podemos desanimar. Prefeitos empreguem, empresários, negociem, desempregados, continuem se qualificando nos diversos cursos on line. Tudo isso vai passar, em breve, mas cada um ao seu modo precisa ajudar. É o que acredito.




















