Nesta quinta-feira (16), a União Europeia revelou um pacote de 120 milhões de euros destinado a mitigar a crise humanitária na Faixa de Gaza, agravada pelo conflito entre Israel e o grupo fundamentalista islâmico Hamas. Este anúncio ocorreu um dia após a definição de um acordo de cessar-fogo entre as partes, que terá início no próximo domingo (19).
Eva Hrncirova, porta-voz da Comissão Europeia, destacou em coletiva de imprensa a gravidade da situação em Gaza, afirmando que “a situação lá é catastrófica e que os palestinos precisam urgentemente de alimentos, suprimentos médicos e assistência humanitária, tendas e outras proteções”. Com o novo aporte, a assistência total da UE ao enclave palestino ultrapassa 450 milhões de euros desde 2023, além das mais de 3,8 mil toneladas de ajuda entregues por meio dos voos da ponte aérea do bloco.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comentou que “o acordo de cessar-fogo e a libertação de reféns oferecem a esperança que a região desesperadamente precisava, mas a situação humanitária em Gaza continua sombria”. Ela explicou que os 120 milhões de euros em ajuda para 2025 incluirão assistência alimentar para combater a insegurança alimentar e a desnutrição, apoio médico para as unidades de saúde, fornecimento de água, saneamento e higiene, acomodação segura para deslocados e proteção para populações vulneráveis.
Além disso, Anouar El Anouni, porta-voz da Comissão Europeia, reafirmou o compromisso da União Europeia com uma paz duradoura baseada na solução de dois Estados, permitindo que Israel e Palestina convivam lado a lado em paz e segurança. A UE trabalhará em estreita colaboração com agências da ONU e outros parceiros humanitários para assegurar a entrega rápida da ajuda necessária.
Paralelamente, o Executivo da UE destacou em seu orçamento humanitário inicial para 2025, de 1,87 bilhão de euros, que o bloco permanece como um dos principais doadores de ajuda humanitária global. Com mais de 300 milhões de pessoas necessitando de assistência neste ano, a ajuda da UE será direcionada para as crises mais urgentes do mundo, incluindo Oriente Médio, Síria, Ucrânia, África, América Latina, Caribe, Ásia e Pacífico, beneficiando milhões de pessoas por meio de parcerias com organizações humanitárias internacionais e agências especializadas dos Estados-membros. (Com AnsaFlash)




















