Seminário discute ações para prevenir número de acidentes de trabalho no MS

Evento acontece na UFMS e debaterá procedimentos de investigação e acidentes na construção pesada

Instituições que compõem o Fórum de Saúde, Segurança e Higiene no Trabalho no Mato Grosso do Sul (FSSHT/MS) realizam nesta quinta-feira (27), das 7h30 às 11h30, seminário em alusão ao Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, celebrado naquela data.

O evento ocorrerá na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, auditório 2 do bloco Multiuso. O seminário é destinado aos profissionais das áreas de segurança e saúde no trabalho e demais interessados no tema. O objetivo é compartilhar informações e trocar experiências, assim como apresentar práticas atuais desenvolvidas em diferentes entidades.

Entre as questões a serem levantas durante o seminário estão a atuação do fórum, vigilância em saúde do trabalhador, procedimentos de investigação, acidentes de trabalho na construção pesada, entre outros temas. As atividades pretendem conscientizar empresas, trabalhadores e sociedade sobre a importância da prevenção dos acidentes e das doenças laborais. (Programação anexa)

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail[email protected]. Será concedido certificado de participação àqueles com frequência integral de 4 horas.

Eventuais dúvidas poderão ser esclarecidas das 8h às 12h e das 13h às 17h por meio do contato telefônico (67) 3321-6910 ou pelo e-mail[email protected]

Números

O Brasil registra uma média superior a 700 mil acidentes de trabalho por ano, pelo menos desde 2010, conforme dados da Previdência Social. Somente em 2014, foram 704 mil acidentes de trabalho, sendo 2.783 casos fatais e 251,5 mil que resultaram em afastamentos por período superior a 15 dias e diminuição da capacidade produtiva.

Em 2016, Mato Grosso do Sul contabilizou 5.845 acidentes, 1.696 com afastamento acima de 15 dias e 15 casos fatais. Isso representa um acidente de trabalho a cada 48 minutos. O estado é o segundo colocado em mortalidade, conforme balanço feito entre 1990 e 2013: 142 a cada 100 mil trabalhadores. Indústrias de transformação lideram as ocorrências.

No Brasil, em 70% dos casos, a vítima é do sexo masculino e 80% dos acidentes ocorrem com trabalhadores terceirizados. Além disso, a grande incidência de acidentes ocorre na faixa etária de 25 a 34 anos, ou seja, na idade mais profissionalmente ativa. Os setores de indústria e de serviços são os que mais tiveram trabalhadores acidentados. E as partes do corpo que estão mais expostas ao risco são os membros inferiores e superiores.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), anualmente, ocorrem aproximadamente 317 milhões de acidentes de trabalho e 160 milhões de casos de doenças ocupacionais no mundo. Cada acidente ou doença representa, em média, a perda de quatro dias de trabalho e chega a comprometer até 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Além de afetar a economia, os acidentes de trabalho matam 321 mil pessoas por ano. Já dois milhões morrem anualmente, no mundo, em razão de doenças ocupacionais. Nesse cenário, a cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem acidentes de trabalho e um morre. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. O Brasil é quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho.

Do MPT/MS