terça-feira, 21 - abril - 2026 : 1:56

São Paulo encara protestos e pressão antes de decisão com o Racing

Time vai à Libertadores em xeque com início ruim no Brasileirão

Diretoria do São Paulo apoia Crespo – Foto: Rubens Chiri/SPFC

Fora a pressão normal por se tratar de um confronto eliminatório pela Copa Libertadores, o duelo de terça-feira contra o Racing, na Argentina, ocorre em meio a um momento de turbulência no São Paulo. Às vésperas do difícil embate, o time convive com uma pressão gerada pela falta de resultados no Brasileirão e até protestos fora dos gramados.

A derrota por 1 a 0 para o Fortaleza, no último sábado, desencadeou reações até então raras (para não dizer inéditas) de cobrança na era Hernán Crespo, responsável por tirar o São Paulo de uma fila de quase nove anos sem títulos com a conquista do Paulistão.

A principal torcida organizada do clube usou as redes sociais para cobrar a diretoria de Julio Casares. No comunicado, além do presidente, nomes como Daniel Alves e Tiago Volpi também foram citados – o ala é desfalque do jogo desta terça-feira por estar com a seleção olímpica em Tóquio, às vésperas do início dos Jogos.

Em postagem nas redes sociais na noite de domingo, Casares reafirmou o apoio ao técnico:

– Estamos trabalhando para reconstruir o clube. Reorganizando e quitando as dívidas terríveis de curtíssimos prazos. O planejamento continua com serenidade e total apoio da diretoria ao competente técnico Hernán Crespo – escreveu.

Por outro lado, pouco mais de uma dezena de torcedores permaneceu por quase uma hora no portão do Morumbi no último sábado, protestando contra jogadores e também diretoria. A pequena manifestação veio com o recado de “é terça-feira”, destacando a importância do confronto diante do Racing na Argentina.

Ao mesmo tempo em que a cobrança fora de campo cresce, o técnico Hernán Crespo admite as dificuldades enfrentadas e desabafa. Durante a entrevista coletiva concedida no último sábado, o argentino pediu tempo e paciência diante do cenário econômico tricolor, que impede um investimento considerável em reforços.

– Estamos construindo em uma situação difícil para ter um São Paulo melhor. Espero, porque trabalhamos todos juntos, não sei se estarei aqui para ver este São Paulo, mas estou aqui para fazer um São Paulo melhor. Se tivéssemos dinheiro, seria mais rápido. Vamos lutar? Sim. Queremos ganhar, sim, ser competitivos, sim, mas é difícil – admitiu Crespo, ciente dos problemas financeiros.

– Você pensa que eu não sei que devemos melhorar? Temos muito a melhorar. Todos sabemos. E todos estamos aqui para melhorar por um futuro e presente melhor, mas o tempo é esse. Sem dinheiro, os tempos são mais longos – destacou o treinador.

O São Paulo caiu de desempenho e também nos resultados após Crespo e jogadores levantarem o troféu do Paulistão. No Campeonato Brasileiro, a equipe soma duas vitórias depois de 12 rodadas, ambas conquistadas nos jogos antecessores ao revés para o Fortaleza do último fim de semana.

Os resultados diante de Internacional e Bahia acabaram afastando o São Paulo da incômoda posição na zona de rebaixamento, mas o contato aumentou com a derrota de sábado. O time tem 11 pontos, dois a mais do que o Cuiabá, primeiro clube na região de queda para a Série B.

Ao mesmo tempo que os resultados não vieram, os desfalques aumentaram. Além de não contar com Daniel Alves, já no Japão para a disputa dos Jogos Olímpicos, Crespo torce para contar com Miranda, Emiliano Rigoni e até mesmo Luciano, que trabalharam parte do treino de domingo com o elenco.

O argentino afirmou que vai “aguardar até o último minuto” e trabalha com alternativas para o jogo em Avellaneda, que pode alterar o contexto são-paulino na temporada.

– Se queria tranquilidade, ficaria em casa (risos). Sabíamos que o trabalho era difícil, também pela situação financeira do São Paulo. Os tempos são mais curtos, mas isto não pode acontecer, temos de trabalhar sabendo que vamos sofrer, passar por situações difíceis e vamos trabalhar todos juntos, como fazemos até aqui – disse Crespo, que quer mais do que o Paulista.

– O Paulistão, para mim, é muito pequeno para a história do São Paulo, mas muito importante para o presente do São Paulo. Saber que é um momento difícil que estamos atravessando, mas decidimos atravessar este momento, a comissão, elenco e diretoria juntos. A situação quando é fácil, é fácil falar. Todos fora são dirigentes, jogadores e têm a solução. A única solução é trabalho – encerrou.

Do Globo Esporte

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