sábado, 02 - maio - 2026 : 6:57

Prévia da inflação tem alta de 0,25% em dezembro e fecha 2025 em 4,41%

Passagens aéreas subiram 12,71% e puxaram setor de Transportes em dezembro – Foto: A. Frota

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) apresentou alta de 0,25% em dezembro, e fechou o ano de 2025 com variação acumulada de 4,41%. Em 2024, o acumulado havia sido de 4,71%, sendo 0,34% em dezembro. Já o IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, ficou em 0,63% para o período entre outubro e dezembro de 2025. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo IBGE.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em dezembro. O grupo de Transportes foi responsável não só pela maior variação (0,69%), como também pelo impacto positivo mais acentuado (0,14 p.p.). A maior variação acumulada no ano (6,69%) foi no grupo de Habitação.

Em dezembro de 2025, vale mencionar também os resultados de Vestuário (0,69% e 0,03 p.p.) e Despesas Pessoais (0,46% e 0,05 p.p.). Pelo lado negativo, o impacto mais expressivo em dezembro foi do grupo Artigos de Residência (-0,02 p.p e -0,64%). Os demais ficaram entre o recuo de 0,01 de Saúde e Cuidados Pessoais e o avanço de 0,17 na Habitação.

No grupo Transportes (0,69%), o principal e maior impacto individual no índice do mês veio de passagem aérea, que subiu 12,71% (0,09 p.p.). O transporte por aplicativo teve alta de 9,00% e 0,02 p.p. de impacto. Os combustíveis subiram 0,26%, com altas de 1,70% no etanol e de 0,11% na gasolina. O gás veicular e o óleo diesel apresentaram recuos de 0,26% e 0,38%, respectivamente.

Ainda em Transportes, a variação de -0,69% no ônibus urbano considera as gratuidades concedidas aos domingos e feriados em Belém (-5,93%) e Brasília (-7,43%), além da redução de tarifa em Curitiba (-3,41%). No metrô (-0,62%), ocorre o mesmo movimento em Brasília (-7,43%) e, em São Paulo, a queda de 0,20%, também registrada no trem (-0,11%), além dos -0,16% no subitem integração transporte público, consideram a liberação do pagamento de passagem nos dias de realização das provas do ENEM (09/11 e 16/11).

No grupo Vestuário (0,69%), destacam-se as altas nas roupas infantil (1,05%), feminina (0,98%) e masculina (0,70%).

O grupo Despesas Pessoais desacelerou na passagem de novembro (0,85%) para dezembro (0,46%). A hospedagem apresentou variação negativa em dezembro (-1,18%). Por outro lado, alguns serviços como cabeleireiro e barbeiro (1,25%), empregado doméstico (0,48%) e pacote turístico (2,47%) pressionaram positivamente o resultado.

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, variou 0,13%. A alimentação no domicílio (-0,08%) apresentou queda na média de preços pelo sétimo mês consecutivo. Contribuíram para esse resultado os recuos do tomate (-14,53%), do leite longa vida (-5,37%) e do arroz (-2,37%). No lado das altas, destacaram-se as carnes (1,54%) e as frutas (1,46%).

A alimentação fora do domicílio registou variação de 0,65% em dezembro, com as altas do lanche (0,99%), e da refeição (0,62%).

A queda de 0,64% nos Artigos de residência foi motivada pelos recuos em eletrodomésticos e equipamentos (-1,41%) e em tv, som e informática (-0,93%).

Em 2025, habitação teve o maior impacto no IPCA-15

O grupo Habitação se destaca como o de maior variação (6,69%) e de maior impacto (1,01 p.p.) em 2025. Nele sobressai o subitem energia elétrica residencial que, com acumulado de 11,95%, responde pelo maior impacto individual no ano (0,47 p.p.).

O segundo maior impacto em 2025 (0,77 p.p.) dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados veio de Alimentação e bebidas (3,57%).

Os maiores impactos do ano no setor de alimentação foram: refeição (6,25% e 0,23 p.p.), lanche (11,34% e 0,20 p.p.), café moído (41,84% e 0,20 p.p.) e carnes (2,09% e 0,06 p.p.) No lado das quedas tem-se: arroz (-26,04% e -,19 p.p.), leite longa vida (-10,42% e -0,08 p.p.) e batata-inglesa (-27,70% e -0,06 p.p.).

Porto Alegre apresentou o maior avanço de preços em dezembro

Quanto aos índices regionais, dez das onze áreas tiveram alta em dezembro. A maior variação foi observada em Porto Alegre (0,50%), por conta das altas nas passagens aéreas (11,32%) e na energia elétrica residencial (5,86%). Já o menor resultado ocorreu em Belém (-0,35%), com as quedas na hospedagem (-53,72%) e nos itens de higiene pessoal (-1,60%).

No ano, as variações mais intensas foram verificadas em São Paulo, que apresentou variação de 4,94%; em Porto Alegre, cuja variação foi de 4,87%; e em Brasília, com 4,61% de variação.

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