Diretoria da Acomasul e presidente do Sindimóveis com representantes parlamentares de MS – Divulgação

Recentemente, a Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul (ACOMASUL) participou em Brasília de uma reunião com cerca de 200 deputados federais e senadores para debater a retomada da construção civil. A intenção é destravar e alavancar o setor que gera 10 milhões de empregos e movimenta quase 10% do PIB. O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de MS, João Araújo, acompanhou a diretoria executiva da Acomasul.

Representando Mato Grosso do Sul estavam as deputadas federais Rose Modesto e Bia Cavassa (PSDB), deputado federal Beto Pereira (PSDB), e o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT). O senador Nelsinho Trad (PSD) e a senadora Soraya Thronick (PSL) mandaram representantes, assim como o governo de Mato Grosso do Sul.

No Brasil, os pequenos construtores são responsáveis por 42% dos imóveis financiados pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Só em Mato Grosso do Sul, o segmento gera quatro mil empregos diretos. “Precisamos que os políticos entendam as nossas expectativas e nossa importância para a economia dos municípios”, diz o presidente da Acomasul, Adão Castilho.

O orçamento disponível do uso do FGTS para subsidiar o Minha Casa Minha Vida em 2019 é de cerca de R$ 9 bilhões, o menor desde 2009 quando o programa foi lançado. O encontro em Brasília, encabeçado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), demonstrou uma grande preocupação com este valor, já que menos investimentos significa menos emprego. Por isso, associações de construtores de todo o país, ligadas à Federação Nacional dos Pequenos Construtores (FENAPC), pediram às respectivas bancadas estaduais de parlamentares que intercedam em prol da construção civil.

“Sabemos que o novo governo ainda está colocando a casa em ordem, estamos otimistas de que haverá um olhar diferente para a construção civil”, afirma Adão Castiho.

Os pequenos construtores apresentaram uma lista de reivindicações para destravar o setor e assim gerar emprego e renda. Entre os itens está a solução imediata para a falta de recursos para assinatura de contratos imobiliários pelo Minha Casa Minha Vida; revogação da obrigatoriedade de laje para as residências do programa; e a revogação da exigência de asfalto para os empreendimentos.

“É impossível construir em locais com asfalto por causa do preço do terreno que inviabiliza vender os imóveis pelos valores do Minha Casa Minha Vida. Além disso, a obrigação de pavimentação definitiva não é dos construtores e sim do poder público”, explica Adão Castilho.

Para o presidente da Acomasul, o grande prejudicado com todas as amarras existentes é a população de baixa de renda que sonha em adquirir a casa própria. “Nós construímos imóveis de qualidade justamente porque sabemos que a moradia digna é o objetivo de quem quer sair do aluguel”, diz Castilho.

A Acomasul vai continuar buscando apoio político, visitando cada representante federal de MS, para que possam se unir e reativar a Frente Parlamentar em favor do setor da construção civil, o alicerce da nossa economia.