Operação apreende cerca de 1 tonelada de emagrecedores nos Correios de Campo Grande

Entre os medicamentos apreendidos estão substâncias como TG, Lipoless, Tirzec e Retatrutida, todos proibidos no Brasil pela Anvisa – Divulgação SES/MS

Uma ação conjunta da Vigilância Sanitária com a Secretaria de Estado de Saúde resultou na apreensão de aproximadamente uma tonelada de medicamentos para emagrecimento irregulares no centro logístico dos Correios, em Campo Grande. Segundo o Jornal Midiamax, a operação ocorreu ao longo dos últimos 75 dias e identificou produtos sem registro na Anvisa, sendo transportados de forma clandestina.

A fiscalização integra a Operação Visa-Protege, coordenada pela Vigilância Sanitária e pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. Durante cerca de dois meses e meio, equipes monitoraram encomendas suspeitas no Centro de Distribuição e Triagem, intensificando o controle sobre cargas com indícios de irregularidades.

De acordo com a área técnica da SES, a maior parte dos medicamentos tem origem no Paraguai e entra no Brasil por meio da fronteira com Mato Grosso do Sul. Para burlar a fiscalização, os produtos eram escondidos em objetos diversos, como cabeças de bonecas, potes de creme e até ursos de pelúcia, dificultando a identificação em equipamentos de raio-x.

Entre os itens apreendidos estão substâncias como TG, Lipoless, Tirzec e Retatrutida, todas proibidas no país. Além da irregularidade quanto ao registro, os medicamentos eram transportados sem qualquer controle de temperatura, o que compromete sua eficácia e representa riscos à saúde dos consumidores.

As investigações apontam que, após entrarem no território sul-mato-grossense, os produtos eram encaminhados pelos Correios para estados da região Nordeste. Em muitos casos, as encomendas tinham como destino o consumidor final, evidenciando uma cadeia de distribuição estruturada e com alcance interestadual.

Outro método utilizado para ocultar os medicamentos incluía o armazenamento em frascos e embalagens de tereré, prática que reforça a tentativa de disfarçar o conteúdo ilícito durante o transporte. A estratégia dificultava a detecção, exigindo atuação mais rigorosa das equipes de fiscalização.

Todo o material apreendido está armazenado na sede da Secretaria de Saúde e deverá ser destruído pela Polícia Civil, seguindo protocolos semelhantes aos adotados para incineração de drogas. A comercialização desses produtos pode acarretar penalidades como multas, interdição de estabelecimentos e apreensão de estoques.

Além das sanções administrativas, os envolvidos no transporte e na distribuição podem responder por crimes como contrabando, infrações contra o consumidor e exercício irregular de atividades profissionais. Em nota, os Correios informaram que mantêm ações contínuas para identificar e impedir o envio de materiais ilícitos em sua rede logística.

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