quinta-feira, 14 - maio - 2026 : 9:37

‘Não sou economista’, diz Bolsonaro sobre decisão de intervir na Petrobras e cancelar aumento do diesel

Presidente admitiu intervenção, mas afirmou que não será ‘intervencionista e fazer práticas que fizeram no passado’. Ele diz que pediu à empresa números que justifiquem o reajuste: ‘Se me convencerem, tudo bem’.

Jair Bolsonaro concedeu entrevista coletiva à imprensa na inauguração do novo Aeroporto Internacional de Macapá – Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Um dia após a Petrobras desistir de aumentar o preço do diesel, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não defende práticas “intervencionistas” nos preços da estatal, mas pediu uma justificativa baseada em números. Bolsonaro disse que telefonou para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

“Liguei para o presidente, sim. Me surpreendi com o reajuste de 5,7%. Não vou ser intervencionista e fazer práticas que fizeram no passado, mas quero os números da Petrobras, tanto é que na terça-feira convoquei todos da Petrobras para me esclarecer por que 5,7% de reajuste, quando a inflação desse ano está projetada para menos de 5%”, afirmou o presidente nesta sexta-feira (12), durante inauguração do novo terminal de passageiros no Aeroporto Internacional de Macapá.

“Se me convencerem, tudo bem, se não me convencerem tudo bem. Não é resposta adequada para vocês, não sou economista, já falei. Quem entendia de economia afundou o Brasil, tá certo? Os entendidos afundaram o Brasil”, completou Bolsonaro.

O presidente declarou que está preocupado com os caminhoneiros, que em maio do ano passado mantiveram bloqueios em rodovias por todo o país e causaram uma série de problemas de abastecimento. O principal motivo para a paralisação foi a alta do diesel.

“Estou preocupado com o transporte de cargas, com os caminhoneiros, são pessoas que fazem o transporte de cargas, de riquezas, Norte a Sul, Leste a Oeste e tem que ser tratado com o maior carinho e consideração (sic). Nós queremos um reajuste, reajuste não, um preço justo para o óleo diesel”, afirmou Bolsonaro.

Ele disse ainda que quer conversar com a Petrobras sobre a política de preços.

“Nós sabemos que a Petrobras não é minha, é do povo brasileiro. E eu quero conversar com eles sobre a política de preços, quanto custa o barril de petróleo tirado no Brasil, quanto custa lá fora, onde nós refinamos, com que preço, a que custo.”

Bolsonaro também criticou os impostos estaduais e disse que é preciso “mostrar à população que o ICMS é altíssimo, tem que cobrar de governador também, não só do presidente da República”.

“Então, essa política, de cada vez impostos mais altos, para tirar cada vez mais do posto de combustível, nós temos que ver, porque o Brasil não pode continuar nessa política de preços altos, mas não pelo ‘canetaço’ ou por imposição do chefe do Executivo.”

Recuo por decisão do presidente
Nesta quinta-feira (11), a Petrobras anunciou que aumentaria em 5,74% o preço do diesel nas refinarias, que passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662 no dia seguinte. Ainda na quinta, a estatal recuou da decisão por determinação de Bolsonaro. O valor de R$ 2,1432 é o mesmo praticado desde 22 de março.

Em comunicado, a companhia informou que “em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel divulgada em 25/3/2019, revisitou sua posição de hedge e avaliou ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste no diesel”.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse na quinta que o diesel é importante para os caminhoneiros e afirmou que um reajuste maior seria um “solavanco” na economia.

Reajuste mais longo
Em 26 de março, a Petrobras anunciou que os preços do diesel passariam a ser reajustados por períodos não inferiores a 15 dias. Com isso, a companhia abandonou, somente para o diesel, o formato usado desde 3 de julho de 2017, que previa reajustes com maior periodicidade – inclusive diariamente.

No fim de 2018, o governo anunciou o fim do programa de subsídios lançado após a greve dos caminhoneiros. A proposta tinha sido criada como uma resposta ao movimento grevista.

Morte do músico no Rio
Também em entrevista coletiva em Macapá, Bolsonaro falou sobre a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, que foi fuzilado por soldados do exército no domingo (7) no Rio.

“O Exército não matou ninguém; o Exército é do povo”, afirmou o presidente.

Do G1

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