
O ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro no primeiro dia da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel, recebeu uma homenagem de milhares de iranianos nesta quinta-feira, 09. A mobilização ocorreu em meio ao ambiente de tensão que ainda marca o país desde o início do conflito.
Khamenei comandou o Irã por quase quatro décadas e sua morte provocou forte impacto político e simbólico dentro da República Islâmica. Desde então, o país tenta demonstrar estabilidade institucional mesmo sob os efeitos da guerra e da pressão externa.
Após a morte do aiatolá, Mojtaba Khamenei foi escolhido no início de março como novo líder supremo, em uma sucessão que consolidou o peso da ala mais dura do regime e da Guarda Revolucionária no comando iraniano. A nomeação ocorreu em meio a divergências internas e sob um cenário de crise nacional.
Apesar da escolha, Mojtaba não tem mantido presença pública regular. Reportagens da Reuters indicaram, no fim de março e no início de abril, que ele seguia longe das aparições abertas, enquanto outras autoridades passaram a ocupar as ruas e eventos públicos para transmitir a imagem de controle e continuidade do governo.
As homenagens desta quinta reforçam o peso político da memória de Ali Khamenei em um momento de guerra e reorganização do poder no Irã. Ao mesmo tempo, a ausência do sucessor em cerimônias públicas segue alimentando especulações sobre sua condição e sobre a condução interna do regime neste período de instabilidade.




















