sexta-feira, 01 - maio - 2026 : 13:01

Médico do Humap-UFMS publica artigo internacional sobre inovadora técnica de autotransfusão de sangue

Artigo foi publicado por equipe de médicos cardiovasculares em revista com grande potencial de impacto internacional

Técnica utiliza um recuperador de células, uma máquina que recupera o sangue do próprio paciente durante a cirurgia – Divulgação

Uma equipe de cirurgiões cardiovasculares, incluindo o Dr. Marco Antonio Araujo de Mello, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), ligado à Rede Ebserh, publicou um artigo científico em uma revista científica internacional com uma proposta alternativa para pacientes que optam por não receber sangue de doadores. O estudo aborda um tratamento cirúrgico inovador alinhado com as mais recentes recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A autotransfusão intraoperatória é uma excelente alternativa ao sangue alogênico (doado)”, destaca o Dr. Mello. Essa técnica, segundo o médico, utiliza um recuperador de células, uma máquina que recupera o sangue do próprio paciente durante a cirurgia. Esse sangue é lavado, filtrado e reinfundido, mantendo o mesmo DNA do paciente, eliminando assim os riscos de reações alérgicas, inflamatórias e imunológicas que poderiam ocorrer caso o paciente recebesse sangue de uma outra pessoa doadora. Entre os benefícios da autotransfusão estão: disponibilidade imediata do sangue do próprio paciente, diminuição do tempo de internação hospitalar, redução de infecções e mortalidade, além de diminuir a demanda de sangue homólogo proveniente das agências transfusionais, como o Hemosul. O Humap-UFMS já conta com uma máquina de faz a recuperação de células, o que permite a realização do procedimento no hospital.

Durante a pandemia do coronavírus, que levou à situação de baixos estoques de sangue, a técnica de autotransfusão sanguínea se tornou uma alternativa para a realização de cirurgias de emergência em Mato Grosso do Sul. “Essa é uma técnica inovadora por dois aspectos, pelo fato de utilizar o equipamento dando condição ao paciente que não deseja receber sangue doado fazer a autotransfusão. E também, como segundo aspecto inovador, por potencializar a vontade do paciente de levar o equipamento para o pós-operatório. Essa nova classe de recuperadores na qual se enquadra aquele mencionado no artigo tem um modo de pós-operatório automatizado que é possível fazer a autotransfusão nessa fase do pós-operatório”, explicou o pesquisador.

A OMS incentiva fortemente a criação de programas de conservação do sangue do próprio paciente, conhecidos como “Patient Blood Management” (PBM). O PBM é guiado por três pilares fundamentais: otimizar a massa eritrocitária do paciente, minimizar a perda sanguínea do paciente e otimizar a tolerância fisiológica de cada paciente à anemia. No estudo conduzido pelo Dr. Mello e seus colegas pesquisadores, houve um foco especial em minimizar a perda sanguínea do paciente. Além do uso intraoperatório do recuperador de células, a técnica foi aplicada nas primeiras 24 horas de pós-operatório, conectando o recuperador ao dreno do mediastino na unidade coronariana. “Houve uma recuperação de um volume de 690 ml de hemácias no pós-operatório, além de 1430 ml no intraoperatório,” explica o Dr. Mello. “O desfecho clínico do paciente foi muito satisfatório, com alta hospitalar no nono dia de pós-operatório, sem complicações cirúrgicas e, o mais importante, respeitando a sua autonomia”, ressaltou.

Hospitais ao redor do mundo buscam instituir protocolos para racionar o consumo de sangue, um critério de qualidade hospitalar promovido por agências certificadoras, como a “Joint Commission International”. Um hospital que recebe um selo de qualidade compromete-se a reduzir a prática médica transfusional.

Acesse aqui o artigo na íntegra.

Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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