segunda-feira, 20 - abril - 2026 : 15:04

“Junho Vermelho”: Câmara e Associação de Surdos e Intérpretes participam de doação de sangue no Hemosul

Ação é uma iniciativa da Escola do Legislativo Professor Wilson Valentim Biasotto e Associação de Surdos e Tradutores/Intérpretes Mãos Douradas

Em comemoração ao “Junho Vermelho”, ação voluntária está sendo realizada para incentivar a doação de sangue – Foto: Valdenir Rodrigues

Em comemoração ao “Junho Vermelho”, mês de conscientização para doação de sangue, a Câmara de Dourados, por meio da Escola do Legislativo Professor Wilson Valentim Biasotto (ELED) e Associação de Surdos e Tradutores/Intérpretes Mãos Douradas (ASSIMD), realiza ação voluntária para incentivar a doação de sangue. A ação começou na quinta-feira (20) e nesta sexta-feira (21), no Hemocentro Regional de Dourados.

O objetivo da ação é incentivar os servidores da Câmara e os surdos a se tornarem doadores regulares de sangue e aumentar o banco de sangue do Hemocentro Regional de Dourados.

Aurelio da Silva Alencar, é servidor da Câmara e intérprete de Libras, ele está acompanhando o grupo de surdos que foram voluntariamente fazer a doação de sangue. Aurelio conta que essa é a primeira vez que ele consegue reunir o grupo. “Infelizmente o hemocentro não conta com profissional de Libras para atender os surdos, e por isso, eles não conseguem realizar a doação, mas essa é a primeira vez que conseguimos trazer parte da ASSIMD e tenho certeza que daqui pra frente teremos mais inclusão na doação de sangue”.

Fernanda Brito é fiscal da ASSIMD, ela é surda e conta que é a primeira vez que consegue realizar a doação. “O surdo quando vem até o Hemosul ele está sozinho, então é muito difícil fornecer as informações necessárias aos profissionais de saúde, a entrevista antes da doação é toda em português e são muitas perguntas, se o surdo vem sem acessibilidade, não tem como responder. Por isso, é importante que sejam feitas essas campanhas para que o intérprete venha junto, e para que a gente também consiga realizar a doação de sangue”.

O presidente da ELED, o vereador Sergio Nogueira (PSDB), doa há mais de 35 anos. O vereador esteve no Hemosul e também realizou a sua doação. “Nós aprovamos o projeto de lei que criou o cidadão sangue bom, justamente para incentivar nossos servidores e também a sociedade a cada vez mais ser um cidadão consciente, que ajude ao próximo. É gratificante ver os resultados da campanha”.

Márcia Regina Tinós é gerente do Hemosul e explica sobre a importância do “Junho Vermelho”. “Nesse período do ano o estoque de sangue diminui, por conta das doenças respiratórias, do inverno, das férias escolares, então as campanhas são de fundamental importância para que não falte sangue em nosso estoque, e por isso, convidamos quem puder para vir fazer a doação, não só durante o mês de junho, mas durante todo o ano”.

Piedra dos Santos Roza, é assistente social da Câmara e conta que doa sangue desde os 16 anos, e que começou para ajudar uma amiga.  “Eu comecei doando por conta de uma amiga, e fui criando amor pela doação. Já doei doze vezes e sempre convido meus amigos e colegas para doarem também”.

O que é preciso para doar sangue?

  • Apresentar documento oficial com foto;
  • Estar em boas condições de saúde, não estar gripado ou com outra infecção;
  • Estar descansado e alimentado;
  • Ter entre 16 e 69 anos de idade
  • O limite de idade para a primeira doação é de 60 anos, 11 meses e 29 dias;
  • Menores entre 16 e 17 anos de idade podem doar com acompanhamento e autorização do responsável legal;
  • Pesar no mínimo 51 kg.

Quem não pode doar?

  • Quem teve hepatite após 11 anos de idade;
  • Doença de Chagas, Câncer, Sífilis;
  • Pessoas infectadas com HIV e seus parceiros;
  • Homens e mulheres com parceiro (a) eventual ou múltiplos parceiros sexuais, que mantêm relações com ou sem o uso de preservativo;
  • Pessoas que compartilham seringas;
  • Pessoas que fazem uso de drogas injetáveis ilícitas.

Deve aguardar para doar sangue:

Um ano para quem fez transfusão de sangue.

Doador paga meia

Doadores regulares de sangue têm direito à meia-entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer, de acordo com a Lei Municipal nº 5.200/2024, de autoria do vereador Laudir Munaretto.

Para ter direito, é necessário ser doador regular de sangue com cadastro nos hemocentros e nos bancos de sangue dos hospitais do Estado, sendo identificado por documento oficial expedido pela Secretaria de Estado da Saúde.

Para ser beneficiário da Lei, o doador deverá apresentar a carteirinha ou documento válido emitido pelo Hemocentro na compra do ingresso, com comprovação de doação de sangue de no máximo noventa dias para homens e 120 para mulheres.

Hemosul:

Endereço: Rua Oliveira Marques, nº 2535, Jardim Central – Próximo ao Hospital da Vida.

Horário:

  • Segunda, quarta, e sexta-feira, das 07h às 12:30;
  • Terça e quinta-feira, das 07h às 12h, e das 13h às 17h;
  • Último sábado de cada mês, das 07h às 12h.

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