Representantes do ISI Biomassa no Congresso Internacional de Biocatálise – Biocat 2018 – Divulgação

O ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), de Três Lagoas (MS), continua com o trabalho de consolidação, em escala internacional, do nome do Instituto como referência brasileira em pesquisas na área de biomassa. Depois de participar no mês de junho deste ano da Achema – Exposição e Congresso Internacional de Engenharia Química, Proteção Ambiental e Biotecnologia, considerada a maior feira mundial de indústria química e biotecnologia realizada em Frankfurt, na Alemanha, agora foi a vez de marcar presença no 9º Congresso Internacional de Biocatálise – Biocat 2018, realizada de 26 a 30 de agosto em Hamburgo, também na Alemanha, promovido pelo Universidade de Tecnologia de Hamburgo.

Segundo a diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, que participou do evento acompanhada pela pesquisadora industrial Gisele Carvalho, líder da área de negócios de biotecnologia e bioprocessos do ISI Biomassa, o Biocat 2018 reuniu institutos de pesquisas e empresas de várias partes do mundo. “Como integrante do comitê científico do evento, participei da discussão sobre aplicações de biocatalizadores (enzimas) e transferência de tecnologia para as indústrias”, destacou, citando a Nestle, a Novozymes, multinacional de origem dinamarquesa da área de biotecnologia, e a GSK (Glaxo Smith Kline), companhia farmacêutica multinacional britânica.

Entre os institutos de pesquisa que marcaram presença no 9º Congresso Internacional de Biocatálise está o Laboratório Nacional de Energias Renováveis (NREL), dos Estados Unidos, que é uma referência internacional em processamento de biomassa. “Além disso, também tivemos a participação da Fundação para Pesquisa Industrial e Técnica (SINTEF), que é uma organização independente de pesquisa fundada em 1950 na Noruega para realiza projetos de pesquisa e desenvolvimento”, informou Carolina Andrade, revelando que fez contatos e iniciou interações com vários deles, além de universidades da Itália, Espanha, Grécia e Alemanha.

Projetos

A diretora do ISI Biomassa relata que durante o evento foram apresentados três projetos de inovação desenvolvidos em parceria com indústrias e empresas que contrataram o Instituto para esse fim – um de produção de solvente verde, um de produção de ácido lático por OGM (Organismos Geneticamente Modificados) e outro de produção de ácido hialurônico, ambos utilizados pelas indústrias de cosméticos.

“Atualmente, o ácido hialurônico é usado para preenchimento de rugas na face das pessoas, enquanto o ácido láctico é produzido por um organismo geneticamente modificado, ou seja, por via biotecnológica e o diferencial desse projeto é que a gente usa para crescimento do microrganismo”, detalhou Carolina Andrade.

Ela explica que o ISI Biomassa utiliza resíduos da produção de biodiesel especificamente a glicerina. “Isso é um diferencial em termos de escalonamento de viabilizar um meio de cultivo mais barato, uma condição mais barata para produção de um produto ou de um insumo importante para setor do cosmético”, pontuou.