Municípios e estado informaram que seguem as orientações do Ministério da Saúde.

A Sociedade de Infectologia do Mato Grosso do Sul pede para que o poder público mantenha as medidas de restrição de circulação de pessoas e que, quem puder, não saia de casa, em prevenção à proliferação do coronavírus.
“Nós apelamos para toda sociedade, para que mantenha o distanciamento social que no momento é a única ou mais efetiva medida disponível. A maioria das pessoas que testou positivo está na idade de trabalho, na idade produtiva. Se essas pessoas continuarem se deslocando e aumentarem a taxa de interação social, nós vamos aumentar a taxa de transmissão, ainda que sem constatação clínica. É fundamental que as crianças sejam mantidas em casa, mantenham controle de higiene e evitem contato próximo com idosos”, resumiu a infectologista, Silvia Naomi de Oliveira Uehara, diretora científica da Sociedade de Infectologia em Mato Grosso do Sul.
Para a Sociedade de Infectologia, os casos de covid-19 devem ser muito maior do que está sendo divulgado: “Com certeza nós temos mais casos notificados que não puderam ser notificado por falta de material”, diz Silvia.
“As pessoas podem não estar conseguindo interpretar os dados divulgados pelas autoridades em saúde. Qual é a nossa preocupação? Nós não temos ainda 100 casos identificados. Só que nós precisamos que as pessoas se lembrem que esses são casos moderados a graves, que necessitaram de internação e para os quais foram realizados exames. Nós não temos testes para triagem nem para os contatos assintomáticos nem para os contatos leves de doenças dessas pessoas. Então, nós apelamos para que todos pensem nesse lado da situação”.
Covid-19 em MS
Mato Grosso do Sul tem 53 casos confirmados de covid-19 e 28 suspeitos e um óbito. Esses dados foram divulgados quinta-feira (02) pela manhã, pelo governo do estado, que atualiza diariamente os números da doença.
Governo e municípios
O governo de Mato Grosso do Sul e a Associação dos Municípios disse que segue as orientações do Ministério da Saúde e tem orientado para que todos os prefeitos mantenham medidas de restrições. O governo do estado informou ainda que há previsão de prejuízo de até R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, mas, a prioridade é salvar vidas. (Com G1/MS)




















