
Na manhã do dia 31 de outubro fui surpreendido com noticiário da imprensa de que o Ministério Público Estadual (MPE) havia ingressado na Justiça com uma Ação Civil Pública me acusando de, como ex-presidente da Câmara Municipal de Dourados, ter ordenado em 2011 a exclusão dos arquivos de informações referentes à “Operação Câmara Secreta”, que apura irregularidades de empréstimos consignados envolvendo vereadores e funcionários da Câmara na época.
Quando os faltos vieram à tona, em 2010, as primeiras denúncias de que haveriam fraudes de holerites para contrair os empréstimos consignados junto à instituições bancárias eu não era vereador, já que fiquei na suplência da legislatura 2009-2012. Somente assumi uma cadeira na Câmara de Vereadores no início de 2011 depois de ter exercido a função de secretário Municipal de Educação à convite do prefeito interino, o juiz e hoje desembargador Eduardo Rocha, na esteira da Operação Uragano.
É importante lembrar que a Operação Uragano levou à cassação do prefeito, vice e oito vereadores criando uma crise institucional em Dourados mediada pelo Poder Judiciário. Durante o desenrolar, a Câmara Municipal teve quatro presidentes antes de eu assumir a presidência em abril de 2011, em eleição suplementar. Foi um período atípico e confuso na política douradense.
Diante do exposto esclareço que:
1) A Operação Câmara Secreta foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado) a poucos dias após minha posse na presidência do Poder Legislativo de Dourados.
2) Em seis anos na presidência da Câmara de Dourados jamais requeri adicional de 50% sobre o salário de vereador como previsto na legislação atual.
3) Não participei e não há nenhum familiar ou funcionário meu envolvido no caso.
4) Não autorizei a exclusão de dados do sistema de informação utilizando software CCleaner.
5) Sempre atendi as solicitações da Justiça, do MPE e controle externo do Tribunal de Contas, ao longo de seis anos na presidência da Câmara Municipal.
6) Tenho o reconhecimento da população pelo trabalho que coordenei na recuperação da imagem do Legislativo Municipal depois da Operação Uragano.
7) Minha trajetória de vida pública como secretário de Estado e Municipal de Educação, vereador e presidente da Casa sempre foi pautada pela paixão organizacional e zelo pelo serviço público.
8) Vou me defender e provarei nas instâncias judiciárias a improcedência dessa acusação.
Dourados (MS), 06 de novembro de 2017.
Idenor Machado
Vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Dourados




















