quinta-feira, 14 - maio - 2026 : 10:33

Humap participa de estudo que propõe novo tratamento com anticoagulante para arritmia

Tratamento inovador consiste no uso de medicação anticoagulante chamada abelacimabe com potencial promissor para pacientes que não podem utilizar os anticoagulantes tradicionais

Ranking revela que Humap se destaca entre grandes centros pesquisa com estudo promissor em andamento – Divulgação

O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/EBSERH), da Rede Ebserh, atingiu um marco significativo no cenário da pesquisa médica brasileira. Um estudo desenvolvido com a participação do hospital, que avalia a eficácia e a segurança de uma nova medicação antigoagulante – o abelacimabe – em pacientes com fibrilação atrial de alto risco, considerados inadequados para anticoagulação oral, destaca-se como um dos mais bem-sucedidos no Brasil.

A pesquisa foi realizada em colaboração com a Labcorp Drug Development (ORPC), a Fundação Médica do Rio Grande do Sul – FUNDMED, e liderado pelo médico cardiologista Dr. Delcio Gonçalves da Silva Junior, chefe da Unidade do Sistema Cardiovascular do Humap. O estudo de fase 3, multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, de grupos paralelos, atingiu um número significativo de inclusões de pacientes entre os centros participantes no país.

O Dr. Delcio Gonçalves da Silva Junior explicou a importância e o objetivo da pesquisa. “Muitos pacientes precisam tomar anticoagulantes porque apresentam uma arritmia que cursa frequentemente com fenômenos embólicos como AVC e tromboembolismos. Os anticoagulantes atualmente utilizados são seguros, porém, em alguns pacientes eles são proibitivos. Principalmente naqueles pacientes mais frágeis, onde o risco de sangramento é muito alto. Esses pacientes, apesar de terem indicação de tomar o anticoagulante, têm dificuldade de recebê-los porque a contraindicação é maior pelo risco de sangramento”, explicou o cardiologista.

Abelacimabe
A nova medicação estudada age em um novo local do sistema de coagulação, no fator XI, e apresenta um potencial de ser mais segura e eficaz do que os anticoagulantes atuais. “É justamente esse o escopo do estudo. Uma medicação nova que age em um novo local do sistema de coagulação e que os estudos prévios mostraram ser mais seguro e mais eficaz do que o local onde os anticoagulantes atuais agem. Ele age no fator XI do sistema de coagulação. É uma tecnologia inovadora, o estudo já está em fase 3, ou seja, nós já temos estudos de segurança e eficácia em fase 1 e fase 2. E agora nós queremos ver os desfechos. Então, depois dessa fase 3 é que o medicamento se torna viável para ser comercializado”, detalhou Dr. Delcio.

A inclusão de pacientes no estudo foi um dos grandes desafios, devido à especificidade da população-alvo. Mesmo assim, o Humap-UFMS/EBSERH conseguiu se destacar. “Os centros que mais têm estudos de pacientes randomizados incluídos nesse estudo no mundo têm perto de 20 pacientes. E são centros que estão há mais tempo incluindo pacientes nos estudos. Entraram antes de nós na pesquisa. O nosso número projetado quando nós começamos o estudo era que nós tivéssemos pelo menos quatro pacientes. Cinco seria uma marca acima da meta, bastante boa”, destacou Dr. Delcio.

Superando as expectativas, o Humap-UFMS/EBSERH conseguiu incluir seis pacientes e espera incluir ainda mais. “E nós estamos com seis pacientes, provavelmente vamos conseguir colocar mais alguns. A importância desse estudo, então, é essa. É um estudo revolucionário de alto nível de dificuldade de inclusão de pacientes, mas nossa equipe aqui do hospital tem conseguido fazer um bom trabalho e estamos em primeiro lugar de pacientes incluídos no Brasil. Esse é um trabalho difícil, um trabalho de bastante empenho e que para se conseguir precisa de uma equipe treinada e de muita experiência e muita dedicação de todos”, celebrou o investigador principal.

De acordo com a chefe do setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação Tecnológica em Saúde do Humap-UFMS/EBSERH, este feito coloca o hospital em pé de igualdade com os grandes centros de pesquisa do Brasil, reafirmando seu papel crucial na pesquisa científica e na inovação médica. Além disso, a dedicação e a competência da equipe de pesquisa foram essenciais para alcançar os resultados.

O estudo, realizado em diversos centros ao redor do mundo, demonstrou a capacidade do Humap-UFMS/EBSERH de competir de igual para igual com instituições de renome internacional. Conforme o ranking apresentado na imagem, o Humap se destaca entre os principais centros de recrutamento, ao lado de instituições de países como Israel, Estados Unidos e Bulgária. Este reconhecimento é um marco importante que reforça a excelência e o potencial da instituição no campo da pesquisa clínica.

Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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