Grupo do Hospital Universitário de Brasília visita o HU-UFGD e conhece a estrutura de assistência a pacientes indígenas

A equipe veio a Dourados para saber mais sobre a assistência à saúde indígena realizada pela instituição e conhecer o Programa de Residência Multiprofissional que especializa profissionais nessa área

Com o intuito de trocar experiências e agregar boas práticas aos projetos de assistência à saúde indígena, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) recebeu, nesta semana, a visita técnica de um grupo de profissionais do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). A atividade veio em retribuição à estadia ofertada aos integrantes doNúcleo de Saúde Indígena (NSI)​do HU-UFGD, que em junho estiveram na capital federal para conhecer o Ambulatório de Saúde Indígena daquela unidade.

Durante a visita, a equipe pôde conhecer um pouco da história e da estrutura do HU-UFGD, por meio de apresentações institucionais feitas pela médica Renata Maronna Praça Longhi, representando a Superintendência da instituição, pelo enfermeiro Glênio de Freitas Alves, coordenador do NSI, e pelo enfermeiro Thiago Amador Correia, coordenador do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde, pós-graduação ofertada pelo hospital e que possui área de concentração em Saúde Indígena, experiência que chamou a atenção do grupo de Brasília.

Enfermeiro do HU-UFGD acompanhando as visitantes do HUB-UnB durante visita à Maternidade – Foto: Assessoria

No cronograma da visita também foi incluída a explanação da representante do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI/MS), enfermeira Liliane Ferreira, que apresentou os indicadores da saúde básica ofertada aos mais de 13 mil integrantes da comunidade indígena de Dourados. Em seguida, o grupo pôde ver essa realidade de perto durante percurso feito na Reserva Indígena.

Para a chefe da Divisão de Gestão do Cuidado do HUB-UnB, Micheline Meiners, a experiência é enriquecedora, pois apesar de as duas unidades trabalharem na assistência a povos indígenas, as realidades são totalmente diferentes. “Lá, estamos há mais tempo com o Ambulatório de Saúde Indígena, mas são apenas casos de alta complexidade. Aqui é acompanhado um volume maior de pacientes, de média e alta complexidades, o que acaba proporcionando à instituição uma relação mais próxima com a atenção primária”, pontua, afirmando que o HUB tem a intenção de futuramente ofertar um programa de Residência Profissional em Saúde nos moldes da conhecida durante a visita ao HU-UFGD.

Além da chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, participaram da visita a chefe do Setor de Gestão do Ensino do HUB, Clarissa Irala, a coordenadora do Ambulatório de Saúde Indígena do HUB, Maria da Graça Hoefel, e a professora do Departamento de Saúde Coletiva da UnB, Denise Severo.

Plano de Metas e Ações

Responsável pela assistência à saúde de grande parte da população indígena da macrorregião, o HU-UFGD que, assim como o HUB, integra a Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), implementou seu NSI em maio deste ano, norteado pelo respeito e a valorização da cultura e das tradições indígenas.

Com essa implementação, o HU-UFGD passou a cumprir alguns requisitos necessários à habilitação pelo Ministério da Saúde para fazer jus ao Incentivo para Atenção Especializada aos Povos Indígenas (IAE-PI), recurso essencial ao progresso das ações de melhoria previstas pela instituição.

Paralelo à criação do Núcleo, o hospital, em parceria com o DSEI/MS, elaborou o Plano de Metas e Ações para a Atenção Especializada aos Povos Indígenas, documento primordial para o recebimento do recurso e que foi assinado ontem (19) em pequena cerimônia que, inclusive, contou com a presença das profissionais do HUB.

A assinatura foi feita pelo superintendente do HU-UFGD, Ricardo do Carmo Filho, e pelo secretário municipal de Saúde, Renato Vidigal. Representando o DSEI/MS, compareceu o médico Zelik Traijber.

O Plano de Metas e Ações é um instrumento pelo qual se definem metas e atividades apropriadas para o alcance dos objetivos propostos em curto, médio ou longo prazos. Após sua análise e assinatura e a autorização do programa IAE-PI os recursos passam a ser transferidos ao HU-UFGD.