Garagistas são presos em Dourados acusados de financiar o tráfico

Policiais encontraram 59 fardos de maconha que devem passar de 1,3 mil quilos na residência de um dos acusados – Foto: Adilson Domingos

Em uma operação realizada nesta terça-feira pelo SIG(Setor de Investigações Gerais), foram presos três homens por tráfico e financiamento do tráfico de drogas na região de Dourados. A ação é um desdobramento da Operação Assepsia, deflagrada pela Polícia Civil de Dourados no dia 05 deste mês.

Foram presos Thiago H.B.P., 32 anos, Cláudio R., 43 anos, e Carlos V.A.J., 39 anos.

Thiago foi autuado durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, sendo flagrado com mais de 1 tonelada de maconha em sua residência. Ele estava na companhia da mulher, que não foi colocada na ocorrência. Foi apreendido também um carro GM Prisma de cor preta.

Segundo o delegado Rodolfo Daltro, responsável pela operação, a polícia tinha o conhecimento de que Thiago possuía uma caminhonete GM S10, porém não estava com o acusado.

Thiago confessou, então, que tinha deixado a caminhonete com um garagista porque precisava de R$ 2 mil para comprar a maconha encontrada na casa. A S10 ano 2013 vale pelo menos R$ 60 mil, mas foi deixada por um valor irrisório com o garagista.

Os policiais foram até o local, de propriedade de Cláudio e Carlos, e durante vistoria na garagem encontraram dois revólveres, muito dinheiro e vários documentos. Segundo apurado pela investigação, a finalidade da garagem não seria de comercialização de carro e sim como uma espécie de “casa de penhor”. A dupla recebia os veículos para assegurar os empréstimos de dinheiro com finalidade de aplicação no comércio ilegal de entorpecente. Cláudio negou a história contada por Thiago e disse que havia comprado a caminhonete por R$ 10 mil.

Os empresários foram autuados e Cláudio também recebeu flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Policiais apreenderam durante a ação, dois carros — GM Prisma e S10 —, computador, três pistolas, munições, dinheiro, documentos, celulares, talões de cheques e 1,3 tonelada de maconha. Carlos responderá pelo ‘financiamento’ do tráfico.