domingo, 19 - abril - 2026 : 10:04

Exportações de industrializados de MS iniciam 2019 com alta de 19%

Grupo “Celulose e Papel” registrou receita de US$ 185,46 milhões, um aumento de 41% – Divulgação/Fiems

A receita obtida com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2019 alcançou US$ 315,67 milhões contra US$ 266,06 milhões no mesmo mês do ano passado, representando um crescimento de 19% em relação ao período analisado, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esse foi o melhor resultado para o mês de janeiro da série histórica de exportações industriais do Estado. “Quanto à participação relativa exportada pelo Estado, a indústria respondeu por 92% de toda a receita obtida com vendas ao exterior por Mato Grosso do Sul”, informou. 

Os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Siderurgia e Metalurgia Básica” e “Couros e Peles”. “Os produtos produzidos por esses grupos, somados, representaram 97% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior”, completou Ezequiel Resende. 

Detalhamento por grupos 

O grupo “Celulose e Papel” registrou receita de US$ 185,46 milhões, um aumento de 41%, que foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 182,43 milhões), tendo como principais compradores China, com US$ 82,89 milhões, Holanda, com US$ 25,33 milhões, Itália, com US$ 18,95 milhões, Estados Unidos, com US$ 18,85 milhões, e Espanha, com US$ 10,05 milhões. 

“A exportação de produtos florestais atingiu um destaque pouco comum no ano passado, saindo da tradicional 4ª posição e se aproximou do 2º posto, ocupado pelas carnes. Em 2018, as exportações desse setor (Papel, Celulose e Madeira) somaram US$ 14,2 bilhões, 23% mais do que em 2017. A diferença para as exportações de carnes foi pequena e o volume e preço da celulose determinaram o avanço dos produtos florestais”, analisou Ezequiel Resende. 

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida em janeiro foi de US$ 68,95 milhões, uma redução de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 40% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 27,57 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 11,63 milhões, Chile, com US$ 9,51 milhões, Emirados Árabes Unidos, com US$ 7,70 milhões, China, com US$ 4,45 milhões, e Arábia Saudita, com US$ 3,83 milhões. 

“Arábia Saudita suspendeu as importações de carne de frango de cinco frigoríficos brasileiros e a medida afetou a BRF, que é a maior exportadora de carne de frango halal do mundo. Desde a Carne Fraca, a Arábia Saudita também deixou de habilitar frigoríficos do Brasil pelo sistema de pré-listing, por meio do qual os estabelecimentos são autorizados a exportar por amostragem, sem que seja necessário inspecionar todas as fábricas interessadas em exporta”, ressaltou o economista. 

Outros grupos 

Para o grupo “Óleos Vegetais”, a receita alcançou US$ 20,97 milhões no mês de janeiro, um crescimento de 171% na comparação com o mesmo período de 2018, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 20,91 milhões, tendo como principais compradores o Reino Unido, com US$ 10,58 milhões, a Polônia, com US$ 8,26 milhões, a Indonésia, com US$ 2,02 milhões, a Romênia, com US$ 62 mil, e o Uruguai, com US$ 23,5 mil 

“Em 2019, a oferta de farelo de soja deve diminuir no Brasil e a expectativa é de que sejam produzidas 32,6 milhões de toneladas, ou seja, 0,6% a menos que em 2018. Na demanda, a situação é oposta com previsão de aumento de 0,6% no consumo interno e de 1,9% nas exportações. Apesar da menor produção e maior demanda, os estoques de passagem deverão ser maiores, em função dos estoques iniciais maiores”, pontuou Ezequiel Resende. 

No grupo “Siderurgia e Metalurgia Básica”, as exportações somaram US$ 10,80 milhões, uma elevação de 818% na comparação com janeiro de 2018, com destaque para ferro fundido bruto não ligado, que somou US$ 10,29 milhões, tendo como principais compradores a Itália, com US$ 10,29 milhões, Paraguai, com US$ 310,5 mil, Bolívia, com US$ 159,8 mil, Estados Unidos, com US$ 32,1 mil, e Chile, com US$ 5,3 mil. 

“A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, confirmou que adotará medidas de salvaguarda definitivas sobre importações de aço a partir de 2 de fevereiro. A iniciativa, que já havia sido antecipada em meados de janeiro, substitui medidas provisórias que estavam em vigor desde julho do ano passado. As medidas afetam 26 produtos siderúrgicos e consistem na aplicação de tarifas de 25% para importações que excederem cotas predeterminadas”, finalizou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

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