Abertura oficial da 2ª Feira Tecnológica do Vestuário do Senai Empresa, na noite desta terça, 16 – Assessoria

Como se adequar às transformações tecnológicas da Indústria 4.0? Qual o melhor momento para investir em produtos inovadores? Como se atualizar? Esses foram alguns dos questionamentos que marcaram a abertura oficial da 2ª Feira Tecnológica do Vestuário do Senai Empresa na noite de ontem (16/07) em Campo Grande (MS).

Ao abrir o evento, o gerente do Senai Empresa, Thales Saad, explicou que o objetivo do evento é aproximar os empresários do segmento têxtil do vestuário de representantes de serviços e produtos que atendam suas demandas. “Essa é uma oportunidade para realização de negócios. A ideia é apresentar novidades em equipamentos e processos dentro do conceito da Indústria 4.0 para atualizar os empresários sobre as inovações que estão presentes no mercado que podem ajudar a melhorar a competitividade das indústrias aqui do Estado”, afirmou.

Na avaliação do diretor do Sindivest/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação de Mato Grosso do Sul), Rodrigo da Costa Escavassa, o evento é uma oportunidade de melhorar o ambiente de negócios no segmento do vestuário. “Raramente vemos esse tipo de feira no nosso Estado, mas é algo que deveria ser fomentado, porque facilita a vida do empresário, que em um único lugar se atualiza, adquire novos conhecimentos e ainda pode fechar negócios, já que há vários expositores de equipamentos, aviamentos e tecidos”, comentou.

Palestra

Com a palestra “Indústria 4.0”, o diretor de operações da Silmaq, Ricardo Fisher, uma das maiores fornecedoras de equipamentos para a indústria têxtil da América Latina, apresentou algumas soluções para o segmento de confecção, muitas delas já alinhadas aos conceitos da Indústria 4.0. Ele ainda destacou soluções práticas para problemas e gargalos encontrados nas confecções dos mais diversos portes e segmentos.

“Eu diria que o Brasil ainda está engatinhando quando o assunto é Indústria 4.0 e são poucos os segmentos que estão se atualizando como poderiam e deveriam, até porque existe hoje uma limitação de tecnologia, principalmente no ramo em que atuamos, que é a confecção. Mato Grosso do Sul tem uma realidade parecida com o resto do Brasil, apesar de Campo Grande ser um polo voltado para uniformes, enquanto em outros locais a indústria é voltada para a moda, que é o maior foco da Indústria 4.0”, salientou Ricardo Fischer.

Repercussão

Para a empresária Tikyssane Martins, da Spartaka, com moda fitness e praia, eventos como esse são de extrema importância para atualização sobre as novas tecnologias e soluções do mercado. “A Indústria 4.0 é uma realidade e não temos muito para onde fugir. Eu estou me adaptando aos poucos e tenho poucos processos que fazem parte desse novo conceito, mas sei que é fundamental que a gente busque se atualizar para conseguir se manter no mercado”, destacou.

Já a coordenadora de produção da Nilcatex, empresa do ramo de uniformes, destacou os conhecimentos para melhorar sua produtividade. “É interessante termos momentos como esse para entendermos melhor sobre as novas tecnologias e melhorar nosso processo de produção. Existem muitas novidades no mercado e é legal assistirmos à palestra, conhecer de perto os maquinários para saber o que podemos levar para a empresa e solicitar para os chefes também”, finalizou.