Presidente havia afirmado ser possível “perdoar” o massacre

Jair Bolsonaro visita Memorial do Holocausto, em Jerusalém – Foto: EPA

O presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta à Embaixada de Israel no Brasil para explicar sua declaração de que é possível perdoar o Holocausto, massacre de judeus pelas mãos do nazismo na Segunda Guerra Mundial.

Na mensagem, Bolsonaro cita sua recente visita ao Centro Mundial de Memória do Holocausto, o Yad Vashem, em Jerusalém, e diz que o perdão é “algo pessoal”.

“Ao povo de Israel: deixei escrito no livro de visitantes do Memorial do Holocausto em Jerusalém: ‘Aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro’. Portanto, qualquer outra interpretação só interessa a quem quer me afastar dos amigos judeus. Já o perdão é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto, onde milhões de inocentes foram mortos num cruel genocídio”, diz a carta.

A declaração de Bolsonaro sobre o Holocausto havia sido criticada pelo próprio Yad Vashem, que afirmara que nenhuma pessoa tinha o direito de determinar se o massacre poderia ser perdoado, e até pelo presidente de Israel, Reuven Rivlin.

“Nós sempre nos oporemos àqueles que negam a verdade ou àqueles que desejam expurgar nossa memória – indivíduos ou grupos, líderes partidários ou primeiros-ministros. Nunca vamos perdoar e nunca vamos esquecer”, escreveu Rivlin no Twitter, sem citar Bolsonaro explicitamente.

O presidente vem buscando se aproximar de Israel e visitou o país entre o fim de março e o início de abril.

Da AnsaFlash