Procuradora-geral da República abriu reunião de conselho do Ministério Público. Mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato no Paraná provocaram questionamentos sobre atuação da força-tarefa.

A Procuradora-geral da República Raquel Dodge, durante reunião do Conselho Nacional do Ministério Público – Assessoria/CNMP

Em discurso de abertura durante a primeira sessão do semestre do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse apoiar a atuação de todos os integrantes do Ministério Público no combate à corrupção, mas cobrou dos procuradores respeito aos “marcos da legalidade”.

Dodge discursou em meio a revelações de trocas de mensagens atribuídas ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol. Ele é alvo de um processo e reclamações disciplinares no Conselho.

O procurador é uma das autoridades que tiveram o celular invadido por hackers. Parte das conversas no aplicativo Telegram atribuídas a ele foi exposta em publicações do site The Intercept.

Mensagens atribuídas ao procurador apontam que Dallagnol tentou organizar uma empresa para lucrar com palestras e recebeu sugestões do ministro da Justiça Sergio Moro, então juiz federal e responsável pela Lava Jato em Curitiba, sobre como proceder diante de determinadas investigações da operação.

“O apoio da PGR é expressão concreto que alia pensamento e ação, intenção e gesto. O combate à corrupção é um dever constitucional”, afirmou Dodge.

“A PGR apoia a atuação institucional de todos os seus membros para o cumprimento da missão, mas igualmente exige que o desempenho da atuação institucional se dê inteiramente dentro dos marcos da legalidade”, completou a procuradora-geral.

Do G1