Rotina de vida, atividades físicas e metabolismo interferem na quantidade ideal para cada indivíduo

Antes de tudo, é necessário entender que todos os nutrientes são importantes, pois eles regulam diversas funções no organismo. De modo geral, pode-se dizer que a lista de nutrientes é a mesma independentemente do indivíduo ou da fase da vida. O que varia, na verdade, são as quantidades, de acordo com aspectos como a rotina de vida, atividades físicas e metabolismo de uma pessoa. Tudo isso interfere na quantidade demandada pelo organismo de proteínas, vitaminas e minerais.

A legislação brasileira separa as populações nos seguintes grupos: lactentes, crianças, gestantes, lactantes e adultos. Essas fases podem apresentar aumento de um ou mais nutrientes. De acordo com o nutricionista Diogo Círico, a gestação pode ser marcada pelo aumento da necessidade de nutrientes como zinco, vitamina D, ferro, ácido fólico, vitamina A e iodo; as crianças podem precisar mais de cálcio, vitamina A, vitamina E, vitamina D e zinco; e os adultos de antioxidantes, ferro, cálcio, ômega-3, vitamina C e vitamina A.

O especialista ressalta que a população idosa, por sua vez, é uma das mais propensas a sofrer deficiência de nutrientes. “Esse aspecto justifica-se pelo uso de medicamentos, principalmente de forma crônica, que podem interagir com os nutrientes, reduzindo o efeito do medicamento, bem como reduzindo biodisponibilidade do nutriente”, explica.

Em síntese, pode-se dizer que não há uma quantidade exata de nutrientes para um grande grupo de pessoas. Para garantir uma ingestão equilibrada e variada de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais e fibras, é necessário levar em conta aspectos individuais e específicos, principalmente contando com uma avaliação médica e com um nutricionista.

Suplementação

Muitos ainda são inseguros quanto à ingestão de suplementos. É importante dizer que esses produtos são autorizados pela legislação e são, como o nome já diz, apenas um complemento à alimentação e não devem substituir nenhum tipo de nutriente. Atletas de alto nível e pessoas comuns podem usufruir dos benefícios dos suplementos.

De acordo com Círico, esses produtos podem ajudar quando a ingestão alimentar de determinado nutriente estiver abaixo da recomendação média considerada para o indivíduo. “O consumo insuficiente pode ser decorrente de doenças que promovem a deficiência de um ou mais nutrientes em particular ou pelo simples hábito alimentar que se mostra inadequado em uma grande parte da população”, diz. Mas, de novo, a recomendação é procurar um profissional que possa analisar sua rotina e alimentação a fim de indicar o melhor suplemento para você.