Sistemas de proteção de dados precisam ser tão rápidos quanto o avanço da tecnologia e mais eficientes que a mente fértil de fraudadores 

Falar sobre temas como tecnologia e transformação digital não é exatamente uma novidade na era da Internet das Coisas (IoT, considerando a sigla em inglês) – nome utilizado para a conexão em rede entre pessoas e objetos, com possibilidade de interação entre eles.

No mundo dos negócios, não é exagero dizer que, na era da Internet das Coisas, praticamente todas as empresas já perceberam que a inovação é requisito básico para o sucesso. O problema, no entanto, é que as possibilidades quase que infinitas existentes dentro deste cenário também chamam a atenção de cibercriminosos, fraudadores, etc. E tal fato, obviamente, traz à tona a sensação de exposição e insegurança. 

Prejuízos com fraudes e vazamentos de dados

Fraudes e vazamentos de dados trazem consigo não apenas prejuízos financeiros e de reputação de marca às grandes organizações, mas são, também, fontes de ameaça à privacidade e segurança das pessoas.

Infelizmente, os protocolos de segurança nesta área ainda não são bem delimitados, o que leva aos cibercriminosos a sensação de que tudo podem, sem que nenhuma penalização possa ser aplicada.

Mais do que manipular dados para forjar compras, por exemplo, fraudadores já podem manipular vidas. Em agosto de 2017, o governo norte-americano recolheu 465 mil aparelhos de marca-passo com falhas de segurança comprovadas, o que poderia, diante do conhecimento de uma pessoa com más intenções, causar uma tragédia sem precedentes.

Além disso, apesar de toda a praticidade que a Internet das Coisas pode trazer, sistemas de segurança pouco eficientes podem não evitar que detalhes sensíveis sobre a vida das pessoas fiquem disponíveis em ambientes digitais, com possibilidade de serem violados e expostos a qualquer momento.

Como aproveitar a IoT com segurança

A boa notícia, no entanto, é que mesmo diante de um cenário que pode parecer assustador – e com exemplos reais de incidentes –, quando pessoas e organizações tomam cuidados importantes para garantir a segurança de dados que trafegam em nuvem, a Internet das Coisas traz um leque enorme de vantagens.

Algumas práticas, embora básicas, são muito eficientes para manter afastado o risco de ataques de cibercriminosos. Utilizar senhas mais complexas e não repeti-las em mais de um tipo de acesso, por exemplo, são práticas simples e que podem evitar muita dor de cabeça.

Dado que os usuários de dispositivos digitais em todo o mundo precisarão gerenciar 300 bilhões de senhas até 2020 – são 40 senhas para cada pessoa no planeta – não é de se admirar que tantas pessoas optem por senhas simples e fáceis de lembrar, o que é muito perigoso.

Outro ponto: dispositivos conectados em rede necessitam de configuração, e estar sempre atento a estes ajustes é uma outra prática recomendável. Muitas pessoas têm o hábito de manter o padrão que vem de fábrica em todos os aparelhos, sem nem sequer ler o manual de usuário, deixando senhas padrão e sem muita complexidade como fixas.

Mesmo para quem não tem muita proximidade com a tecnologia, pesquisar sobre dispositivos que se pretende adquirir é muito importante, pois assim é possível, entre outras coisas, conhecer eventuais vulnerabilidades e providenciar a solução de segurança.

Segurança para empresas

Já do ponto de vista das organizações, para evitar problemas e prejuízos, é preciso ter a consciência de que cibercriminosos e fraudadores são verdadeiros profissionais do crime, o que os torna cada vez mais rápidos e sofisticados.

Neste cenário, é fundamental procurar soluções de parceiros que tenham expertise suficiente para entender o contexto de cada situação e mapear a ação de cibercriminosos nos mais minuciosos detalhes, já que a fraude é dinâmica e exige equilíbrio entre inovação – como no uso de ferramentas de AI e Machine Learning, por exemplo – e experiência humana para combatê-la.

Atualmente, o mercado conta com soluções antifraude de fornecedores especializados na segurança das empresas e na preservação de clientes legítimos, com alta capacidade de proteger dados em ambientes digitais.

Investimento que vale a pena

Contar com o trabalho deste tipo de parceiro não requer, necessariamente, grandes investimentos e também não é algo considerado caro. A verdade é que um bom trabalho de proteção contra cibercriminosos reduz prejuízos e torna a experiência dos usuários muito mais satisfatória.

Afinal de contas, para ser bem sucedido, um fraudador precisa estar longe dos olhos de um serviço antifraude. Se não puder fazer isso, ele vai migrar para alternativas mais vulneráveis e que ofereçam menor resistência, o que manterá o risco de problemas sempre longe das organizações que se preocupam com processos de melhoria contínua e que fazem questão de estar sempre um passo à frente dos criminosos.