Previsão é que enchentes continuem nos próximos dias – Foto: ANSA

A cidade de Veneza, no norte da Itália, tenta contabilizar os danos das quatro enchentes registradas em apenas uma semana – a última ocorreu ontem (17), com um volume de água de 150 centímetros. De acordo com as autoridades locais, há previsão de que o fenômeno conhecido como “maré alta” aconteça novamente pelos próximos dias, mas sem ir muito além dos 100 centímetros. Para esta segunda-feira (18), as águas devem atingir o pico de 105 centímetros por volta das 13h20 locais.

Na semana passada, Veneza ficou alagada com enchentes históricas de 150 centímetros e 187 centímetros – esta última passou a ser considerada a pior dos últimos 50 anos. Veneza sofre regularmente com as enchentes, chamadas em italiano de “acqua alta”. Mais comum entre o fim do outono e o início do inverno europeu, esse fenômeno ocorre quando o nível do Mar Adriático sobe e invade as águas da lagoa, inundando a cidade. As marés são influenciadas pelo ciclo lunar e por fenômenos meteorológicos, como tempestades e o vento de siroco, uma corrente de ar quente proveniente do deserto do Saara, mas fatores como o aquecimento global e o assoreamento do solo lagunar também contribuem para as enchentes.

A temporada de alagamentos desse ano, porém, tem causados sérios danos à cidade. Na maré alta de 187 centímetros, a cripta de um dos maiores símbolos de Veneza, a Basílica de São Marco, ficou alagada. O governo italiano já declarou emergência em Veneza e aprovou a destinação de 20 milhões de euros para intervenções imediatas. De acordo com o prefeito Luigi Brugnaro, a cidade pode sofrer danos de 1 bilhão de euros com as cheias. (Da AnsaFlash)