Pela primeira vez, o Centro de Inovação do Sesi de Mato Grosso do Sul idealizou um projeto utilizando a metodologia design Sprint – processo aplicado para desenvolver produtos inovadores por grandes empresas como a Google e Airbnb. Com o papel de fornecer à indústria brasileira soluções para melhorar a gestão da saúde e segurança do trabalhador, a equipe do Centro, localizado em Campo Grande, trabalha na elaboração de um projeto que possa minimizar os riscos das atividades em espaços confinados, como silos de grãos e túneis subterrâneos.

Para se ter uma ideia, com o design sprint é possível reduzir para três dias o trabalho que a equipe normalmente levaria, em média, três meses para concluir. “Com o design sprint, vamos obter respostas ao problema dos riscos de acidentes de trabalho em espaço confinado, que poderão nos apontar o caminho para sermos assertivos na formatação do projeto e direcionar em quê e como investir”, explicou o gerente de tecnologia em SST do Centro de Inovação do Sesi, Ricardo Egídio.

O Centro de Inovação do Sesi contou com apoio de um especialista em design sprint e, durante três dias, realizou uma imersão com colaboradores do Sesi selecionados para atuar na ideação do projeto. “Foi uma imersão full time, para que, ao fim dos três dias, já pudéssemos ter um direcionamento. E convidamos pessoas de diversas áreas, porque a ideia é explorar soluções para o problema exposto até o esgotamento, e especialistas ou quem trabalha segurança do trabalho no dia a dia pode chegar com uma visão viciada”, afirmou Ricardo Egídio sobre o design sprint, que contou com a participação de profissionais da área de tecnologia, administração, engenharia civil e design.

Como funciona

A primeira etapa para a viabilização do projeto consistiu em uma capacitação da equipe do Centro de Inovação, aplicada com apoio do Departamento Nacional do Sesi e IEL, em Brasília (DF). Depois, o modelo design sprint foi levado para dentro do Centro de Inovação do Sesi em Campo Grande e que, por meio do consultor especialista na ferramenta, auxiliou no processo de desenvolvimento de uma solução para um problema da indústria.

Após estudos e pesquisas, chegou-se à conclusão de que um tema prioritário seria a gestão das atividades em espaços confinados. Então, durante os três dias de imersão, os participantes do design sprint usaram diversas ferramentas que passam pela desconstrução do problema, ideação, detalhamento, prototipação, e a solução final proposta.