“Funsaud: avanço ou retrocesso?” é o tema da audiência

Uma audiência pública marcada para o dia 22 de outubro irá dialogar junto aos profissionais da saúde e a população em geral sobre o acompanhamento dos problemas relacionados ao setor público. Com o tema, “Funsaud: avanço ou retrocesso?”, o evento terá início às 18h30, na Câmara de Dourados. A proposta é da Comissão de Saúde, da qual fazem parte o vereador Elias Ishy (PT) – presidente, Daniela Hall (PSD) – vice e Juarez de Oliveira (MDB) – membro.

Segundo Ishy, mais que isso, o debate girará em torno de algumas questões por vezes esquecidas, como as condições de trabalho, direitos trabalhistas, mudança de regime, funcionalismo público e assédio moral. “É visível à gravidade da situação, se fazendo importante que se dialogue com os agentes envolvidos buscando soluções e prezando sempre pela transparência”, afirma o parlamentar. Para ele, é visível a gravidade do assunto.

Comissão de Saúde em reunião para realização da audiência pública – Foto: Assessoria

A Funsaud é responsável pela gestão administrativa e hospitalar das unidades de saúde Hospital da Vida e UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e está nas mãos da secretária de saúde Berenice de Oliveira Machado de Souza desde junho, quando um decreto determinou a intervenção do Município nas atividades exercidas pela instituição. Na época, a prefeitura afirmou que era “para tentar evitar colapso no atendimento de saúde a 800 mil moradores de 33 municípios da região”.

Várias reuniões com a presença do Ministério Público, Defensoria e Comissão de saúde da OAB tem sido realizadas na tentativa de encontrar alternativas as demandas. A defensora, Mariza Fátima Gonçalves, que já confirmou presença na Audiência, esteve na Sessão Ordinária da Câmara usando o Grande Expediente para falar sobre a intervenção realizada.  “Quando lutamos pela Funsaud, não é uma luta só por Dourados, mas por famílias que trabalham lá dentro, por saúde de qualidade, por funcionários que trabalhem com o mínimo, que é receber seu salário no fim do mês e poder pagar as suas contas. Nós temos que resolver isso e não postergar. Temos que acordar e ver o que está acontecendo”, enfatizou.

“Gostaríamos que as pessoas entendessem que não estamos lutando contra, mas em busca de soluções”, afirma a funcionária Sandra Gomes. Ela lembra que são mais de 600 famílias que dependem da Fundação e explica que o futuro ainda parece incerto a todos. É o caso do município com a devolução da “gestão plena”. A Secretaria afirmou que cuidará das unidades de saúde de atenção básica. “E como ficariam a UPA e o Hospital da Vida?”, questiona. “Sabemos que a situação não pode ficar como está”, finalizou o vereador Juarez.

Também está marcada para o dia 24 a próxima prestação de contas da Funsaud, a ser realizada na Casa de Leis.