Itália quer extradição de outros condenados por crimes políticos 

Matteo Salvini, ministro do Interior da Itália – Foto: ANSA

Após a captura de Cesare Battisti, o ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, prometeu recuperar “terroristas” espalhados ao redor do mundo.

Inicialmente, o secretário da Liga falara em prender “terroristas vermelhos”, ou seja, ligados a grupos armados comunistas, mas depois, ao ser questionado por jornalistas, disse que caçará pessoas de todas as “cores políticas”.

“Estamos trabalhando para recuperar terroristas que estão aproveitando ao redor do mundo. De todas as cores políticas, branco, vermelho, verde”, declarou, nesta segunda-feira (14), durante uma coletiva de imprensa em Roma.

Segundo Salvini, já há “notícias positivas” sobre possíveis extradições. De acordo com fontes do Departamento de Segurança Pública, subordinado ao Ministério do Interior, a Itália contabiliza 27 foragidos “políticos”, tanto de esquerda quanto de direita.

Desse total, cerca de uma dúzia estaria na França, enquanto o resto estaria espalhado entre a América Latina, o Japão e países da Europa. O Ministério da Justiça francês disse que não há por enquanto nenhum pedido de extradição por parte da Itália.

“As solicitações que forem feitas no futuro serão analisadas de forma aprofundada, caso a caso, como sempre fizemos nos últimos 15 anos”, declarou um porta-voz da pasta. Um dos alvos do governo italiano é Alessio Casimirri, um dos membros do comando das Brigadas Vermelhas que sequestrou o ex-primeiro-ministro Aldo Moro (1916-1978), depois assassinado pelos terroristas.

Condenado à prisão perpétua, Casimirri está há mais de 30 anos na Nicarágua e hoje tem cidadania do país latino, onde administra um restaurante.

Da AnsaFlash