Mas governo não deu nomes nem informações sobre os detidos

O ministro do Interior da Venezuela, Néstor Reverol, informou que seis “terroristas” foram presos por envolvimento no suposto atentado fracassado contra o presidente Nicolás Maduro. No último sábado (4), Maduro estava discursando em um evento em Caracas, quando uma explosão interrompeu o ato e evacuou o local. O governo da Venezuela alega que se tratou de uma tentativa de atentado contra o presidente, com o uso de drones com explosivos, e acusou os Estados Unidos e a Colômbia por envolvimento no incidente. De acordo com Reverol, foram “identificados plenamente” os “autores materiais e o mandantes”, tanto dentro da Venezuela quanto no exterior. “Até agora, temos seis terroristas e sicários e vários veículos apreendidos”, anunciou. “Foram realizadas operações em um hotel da capital, onde foi possível recolher provas importantes de relevância criminal, assim como prender os supostos colaboradores”.

De acordo com as autoridades venezuelanas, sete agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) ficaram feridos na ação.

Um grupo desconhecido e autointitulado “Movimento Nacional de Soldados de Camisa” assumiu a autoria do suposto atentado nas redes sociais, divulgando foto e vídeo do incidente.

“A operação era sobrevoar dois drones carregados com explosivo C4 com direção ao palco presidencial. Franco atiradores da guarda de honra derrubaram os drones antes deles chegarem ao alvo”, disse o grupo.

As agências internacionais de notícias, no entanto, publicaram que o Corpo de Bombeiros de Caracas informou que um vazamento seguido de uma explosão em um prédio foi o único incidente registrado perto do evento onde Maduro discursava, levantando dúvidas sobre o atentado.

Da AnsaFlash