Universidades federais de MS alegam que perderam R$ 78 milhões com corte do Governo Federal

Em entrevista, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul confirmou que teve bloqueio de recursos destinados pelo Ministério da Educação. A UFMS informou que o MEC bloqueou cerca de 30% dos recursos orçamentários, o que totaliza R$ 29,7 milhões. As informações são do G1/MS.

A instituição oferece hoje 116 cursos de graduação e 61 de pós-graduação (entre mestrado e doutorado) e está presente em 21 cidades do estado. São aproximadamente 2.800 professores e técnicos-administrativos e mais de 23 mil estudantes.

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) informou que também foi afetada pelos cortes. A instituição diz que foram bloqueados R$ 12,4 milhões no orçamento da universidade e que já havia sofrido um corte de R$ 19 milhões no início do mês. Com o bloqueio de 30% dos recursos, além das bolsas de pesquisa e outros setores da UFGD podem sofrer perdas, como a contratação de serviços e as obras.

A medida do Ministério da Educação também afeta o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFMS) que teve o bloqueio de quase R$ 16,9 milhões.

O que diz o Governo
Na última terça-feira (30), o Ministério da Educação (MEC) anunciou o corte de verbas de três universidade federais, mas não indicou o motivo. A Universidade Federal Fluminense (UFF), a Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade de Brasília (UNB) foram as primeiras terem o orçamento bloqueado em 30%.

No mesmo dia, o MEC estendeu a determinação para todas as universidades e todos os institutos do país. A rede federal inclui mais de 60 universidades e quase 40 institutos em todos os estados do Brasil.

Em entrevista ao jornal “Estado de S.Paulo”, o ministro da pasta, Abraham Weintraub, disse que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas. A lição de casa precisa estar feita: publicação científica, avaliações em dia, estar bem no ranking”.