Medida chega em meio às crescentes tensões com o Irã

Trump anuncia reforço em contingente americano no Oriente Médio – Foto: EPA

O governo Donald Trump notificou o Congresso dos Estados Unidos de que pretende enviar nas próximas semanas mais 1,5 mil soldados para o Oriente Médio, em meio às crescentes tensões com o Irã.

Segundo a Casa Branca, as responsabilidades e atividades “primárias” do contingente serão de “natureza defensiva”. O número é consideravelmente mais baixo do que os divulgados pela imprensa americana nos últimos dias, quando falou-se até em 120 mil militares.

“Queremos ter proteção na região. Estamos enviando um número relativamente pequeno de homens, predominantemente com função defensiva”, declarou Trump, antes de embarcar no Força Aérea Um para uma viagem ao Japão.

Um dia antes, o secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, explicara que o aumento do contingente no Oriente Médio evitaria o risco de “movimentações mal calculadas” do Irã. “Isso não tem a ver com guerra, temos objetivos no Oriente Médio: a liberdade de navegação, a luta contra o terrorismo na Síria e no Iraque, a derrota da Al Qaeda no Iêmen, a segurança de Israel e da Jordânia”, dissera Shanahan.

A Casa Branca vive uma espécie de queda de braço entre os que defendem uma postura mais agressiva contra o Irã, liderados pelo conselheiro para Segurança Nacional, John Bolton, e os contrários ao intervencionismo, entre os quais estaria o próprio Trump.

Ainda assim, o envio de novos soldados pode elevar as tensões com o Irã, após Washington ter mandado para a região uma frota de guerra, um esquadrão de bombardeiros B52 e baterias de mísseis.

Teerã, por sua vez, anunciou a retomada parcial de seu programa de enriquecimento de urânio, enquanto tenta pressionar as outras potências mundiais a manterem os compromissos do acordo nuclear assinado em 2015 e rompido pelos EUA em 2018.

Da AnsaFlash